TAP BTG Pactual Black trocou o LoungeKey pelo DragonPass em 24/08

A cota de quatro acessos por ano ficou de pé, mas o restaurante de aeroporto não entrou no contrato novo, e o banco confirmou o corte sem justificar.

Rodrigo Góes Fundador da Fábrica de Milhas · O Mago das Milhas (Brasília) · Leitura: 3 min
O cartão TAP BTG Pactual Black apoiado no balcão de entrada de uma sala VIP de aeroporto, com o logotipo da TAP visível na face do plástico e nenhum número legível.
O balcão da sala VIP é onde a troca de rede aparece para quem tem o cartão: os quatro acessos continuam lá, só que agora entram pelo DragonPass. Ilustração gerada por IA

Só o restaurante sumiu do seu benefício

O LoungeKey deixou de valer no TAP BTG Pactual Black em 24 de agosto de 2026, e o que saiu do pacote foi o restaurante de aeroporto: a cota continua em quatro acessos por ano. A entrada nas salas VIP agora é pelo DragonPass, e a página oficial da TAP declara mais de 1.400 salas na rede nova.

A janela em que as duas redes valiam ao mesmo tempo fechou na mesma data. Lounge Key é um programa de sala VIP que tem salas VIP espalhadas pelo mundo inteiro, e essa é a rede que saiu do cartão: daí em diante você só entra pelo DragonPass.

4 acessos por ano
A cota que não mudou com a troca de rede
Mais de 1.400 salas
O tamanho da rede DragonPass, na entrada do benefício

Os dois números estão na página oficial do cartão na TAP.

O cartão continua o mesmo, o que mudou foi o programa por trás do benefício.

Na próxima viagem, a diferença aparece no balcão do aeroporto: os quatro acessos estão lá, mas o restaurante saiu da conta.


Depois de junho, o BTG confirmou o corte

O BTG Pactual confirmou que os restaurantes ficaram fora do contrato com o DragonPass e não justificou a decisão.

Essa é a resposta que faltava. Em junho de 2026, quando a troca veio a público, a imprensa perguntou ao banco o que aconteceria com os acessos e não teve retorno.

Agora o banco falou. Confirmou a exclusão dos restaurantes sem explicar o motivo, e sobre os acessos já usados o comunicado diz que os utilizados pelo LoungeKey "continuarão sendo contabilizados após a migração para a Dragonpass".

O comunicado do BTG Pactual Sobre os acessos já usados no LoungeKey: "continuarão sendo contabilizados após a migração para a Dragonpass".

Ou seja, quem já queimou dois dos quatro acessos deste ano segue com dois na rede nova. A contagem não recomeça do zero.

A troca em si já era pública desde junho. A novidade desta rodada é a regra confirmada pelo próprio emissor, que te dá base para decidir o que fazer com o benefício.


Você divide os quatro acessos com o adicional

A regra fina do benefício, cláusula por cláusula:

  • Quatro acessos por ano, e a cota é do cartão, não da pessoa. Titular e cartões adicionais dividem os mesmos quatro.
  • A janela dupla fechou em 24 de agosto. De lá pra cá, a entrada é só pelo DragonPass.
  • Os acessos já queimados continuam contando. Segundo o comunicado do BTG Pactual, os que você usou este ano seguem contabilizados no DragonPass.
  • As outras portas ficam fora da cota. A página oficial da TAP declara três acessos com acompanhante por ano de calendário aos Lounges TAP em Lisboa e entrada ilimitada à Sala VIP Mastercard.
  • O restaurante de aeroporto não está no contrato com o DragonPass. É o item que a troca de rede tirou do pacote.

Quem controla o contador é o BTG Pactual. Antes de sair de casa achando que tem quatro acessos, confere no app do banco quantos ainda restam no ano.


Quem seguia minha dica perdeu o uso inteiro

O restaurante de aeroporto era a parte do benefício que eu ensinei a usar no review do TAP BTG Pactual Black, em fevereiro de 2025. O contrato novo deixou essa parte de fora.

No mesmo bloco em que listei os quatro acessos ao Lounge Key, eu emendei uma dica. Inclusive, o Lounge Key também tem parcerias com restaurantes. E dava para consumir ali em vez de entrar na sala.

Uma semana depois eu repeti a dica em outro vídeo sobre cartão para sala VIP: existem restaurantes dentro dos aeroportos que servem como essa função de sala VIP.

Com o DragonPass, essa porta fechou: o contrato novo não tem restaurante.

A cota de quatro acessos está intacta. Mas se você usava o benefício comendo fora da sala, perdeu o uso inteiro. E comida no aeroporto normalmente é muito caro. Essa parte da minha recomendação de 2025 não vale mais.


Eu manteria os R$ 10 mil neste cartão

Eu continuo colocando o volume neste cartão, mesmo com o restaurante fora.

R$ 10 mil em compras por fatura continuam zerando a mensalidade de R$ 100, e esse piso não mudou em 24 de agosto. Abaixo dele o desconto é progressivo: R$ 10 a cada R$ 1.000 gastos.

R$ 10 mil
Em compras por fatura, o piso que zera a mensalidade
R$ 100
A mensalidade do cartão, que esse piso derruba a zero

O piso de gasto e o desconto progressivo estão na página oficial do cartão na TAP.

Para quem tem gastos ali em torno de 10 mil reais por mês, nada ficou mais caro: o preço continua igual, com um item a menos dentro do pacote.

Anota isso: pacote de cartão encolhe sem aviso, e quem concentra volume alto num produto só é quem mais sente.

Tudo depende do seu volume, tudo depende da sua rota, tudo depende de quanto o restaurante pesava no seu uso. O melhor cartão é igual o melhor sapato. Então, é aquilo que se encaixa para cada um. Se o restaurante era o motivo de o cartão estar na sua carteira, o motivo acabou. Se o que te trouxe foi o acúmulo na TAP com a mensalidade zerada, a troca de rede não mexeu em nenhum dos dois.

O piso e a mensalidade você confere na página do cartão e no app do emissor.

Fonte

Página oficial do cartão TAP BTG Pactual Black na TAP

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Rodrigo Góes, fundador da Fábrica de Milhas e especialista em milhas aéreas

Quem escreve aqui

Rodrigo Góes

O Mago das Milhas · Fundador da Fábrica de Milhas

Engenheiro mecânico com certificação em Negociação pela Universidade de Michigan, há mais de 7 anos exclusivo em milhas e pontos. Fundou a Fábrica de Milhas em 2019, hoje com mais de 35 mil alunos, que juntos já acumularam mais de 875 milhões de milhas. Apareceu em Mais Você, CNN Brasil, Folha de S.Paulo, Estadão e Infomoney.

Sem parcerias remuneradas com programas de fidelidade ou bancos, a autoridade neutra é o diferencial declarado. Bio completa do Rodrigo →