Viajar com Milhas

Quantas milhas custa uma passagem pra Argentina?

A faixa real de milhas pra Buenos Aires, programa por programa, mais a conta milha × dinheiro e como juntar do zero, sem promessa de viagem de graça. Smiles a partir de 14 mil, executiva por 46 mil.

Atualizado em junho 2026 Leitura: 9 min

A minha viagem real de executiva pra Buenos Aires, emitida com milhas, no canal do Mago das Milhas.

Resposta direta

Quantas milhas custa a Argentina?

Uma ida e volta Brasil, Buenos Aires sai, em econômica, a partir de 14 mil milhas por trecho na Smiles e na faixa de 20 mil a 40 mil milhas no LATAM Pass. De executiva, eu mesmo já emiti São Paulo, Buenos Aires pela Smiles, voando com parceiras: peguei a promoção que aparece com frequência, e a passagem de ida e volta custou 46 mil milhas, o voo de classe executiva. Anota isso: o número não é fixo, é uma faixa, e ela muda muito com a classe, a época e o programa que você usar. Pra Buenos Aires de executiva eu sempre parto de dois programas nacionais, porque é onde aparecem os melhores voos com parceiras. Quem só quer saber se dá pra ir com o saldo que tem já tem aqui o piso e o teto pra fazer a conta, o resto da página mostra como chegar na ponta mais barata dessa faixa. Atualizado em jun/2026.

46 mil milhas Ida e volta de executiva São Paulo-Buenos Aires, emissão real minha, pela Smiles com parceiras.

Variação

Por que esse número varia tanto?

O mesmo trecho pode custar metade ou o dobro de milhas dependendo de quando e por onde você emite, e isso assusta quem espera preço de tabela. Tem dois mundos aqui. O primeiro é a tarifa de valor fixo: onde qualquer voo dentro do Brasil, a passagem custa 7.500 milhas operado pela Gol, mais a taxa de embarque. O segundo é a precificação dinâmica, em que o preço sobe e desce com a demanda. No voo Rio-Chile eu mostro isso na prática: estou colocando aqui 27.900, mas saiba que existem voos saindo tanto do Rio de Janeiro quanto de São Paulo, a partir de 10 mil milhas. Pra Argentina vale a mesma lógica: a econômica na Smiles começa em 14 mil milhas e pode chegar a 35 mil nas tarifas regulares. Classe pesa mais que tudo, época vem logo atrás, e o programa fecha a conta. Por isso preço de uma data só não te serve. O que serve é entender a faixa e emitir quando ela está na ponta de baixo.

Os quatro fatores que mexem na conta Classe é o que mais pesa (executiva multiplica a econômica), a época vem logo atrás (alta temporada e feriado encarecem), o programa fecha o cálculo, e o tipo de tarifa decide o resto: na tarifa fixa o preço é de tabela, na dinâmica ele sobe e desce com a demanda.

Comparativo

Quanto custa em cada programa?

Aqui está o quadro que os outros sites não entregam em texto: programa por programa, quanto custa um trecho pra Argentina e a taxa que você paga em reais. Na econômica, a Smiles começa em 14 mil milhas e vai até cerca de 35 mil; o LATAM Pass fica na faixa de 20 mil a 40 mil milhas, com 35 mil na tabela fixa para parceiras; a Azul Fidelidade emite Buenos Aires pelo Azul pelo Mundo a partir de 25 mil pontos. As taxas de embarque pagas em reais para destinos sul-americanos ficam entre R$ 80 e R$ 200 por trecho, bem mais baixas que um voo de longo curso. Compara a milhagem e a taxa lado a lado e você já enxerga onde a sua passagem sai mais barata.

Programa Classe Faixa de milhas (por trecho) Taxa em reais (por trecho)
Smiles Econômica 14.000 – 35.000 milhas R$ 80 – R$ 200
LATAM Pass Econômica 20.000 – 40.000 milhas (35.000 na tabela fixa de parceiras) R$ 80 – R$ 200
Azul Fidelidade Econômica (via Azul pelo Mundo) a partir de 25.000 pontos R$ 80 – R$ 200
Smiles Executiva (parceiras) ~46.000 milhas ida e volta (emissão real) R$ 80 – R$ 200

Faixas em precificação dinâmica oscilam com a demanda; a ponta de baixo aparece em baixa temporada e em promoção.


Programas nacionais

Smiles, LATAM Pass ou Azul?

Pra Buenos Aires de classe executiva, eu te recomendo dois programas de fidelidade. Smiles, que tem excelentes voos para Buenos Aires de classe executiva, emitindo com parceiras como Ethiopian Airlines, Air Canada e Emirates, foi por ela que eu emiti minha viagem real. A Azul vem logo atrás, emitindo Buenos Aires de executiva pelo Azul pelo Mundo, que dá acesso a mais de 30 companhias parceiras, incluindo a Aerolíneas Argentinas. O LATAM Pass entra forte na econômica, em voos próprios da Latam com precificação dinâmica. A lógica é simples: pra econômica direta, olha LATAM Pass e Smiles; pra executiva com parceira, olha Smiles e Azul. Cada um tem seu sweet spot, não existe "o melhor programa" no abstrato, existe o melhor pro voo e a classe que você quer.

  • Smiles (GOL). A via de executiva pra Buenos Aires, emitindo com parceiras como Ethiopian Airlines, Air Canada e Emirates, foi por ela que eu emiti minha viagem real.
  • Azul Fidelidade. Emite Buenos Aires de executiva pelo Azul pelo Mundo, com acesso a mais de 30 companhias parceiras, incluindo a Aerolíneas Argentinas.
  • LATAM Pass. Entra forte na econômica, em voos próprios da Latam com precificação dinâmica.

eu respondo: qual a melhor opção pra viajar de executiva pra Buenos Aires.


Programas internacionais

Onde a Argentina sai mais barata?

Alguns programas internacionais cobram menos milhas pra Argentina e não embutem a taxa de combustível que infla o valor em reais, e quase nenhum blog nacional fala disso. O AAdvantage da American é oneworld e tem precificação enxuta, mas no Brasil só dá pra acumular pela linha de cartões Santander AAdvantage. O Iberia Plus, também oneworld, recebe pontos do Esfera na paridade 2 por 1 e da Livelo a 3,5 por 1. O Aeroplan, da Air Canada, é Star Alliance e não tem parceiro bancário direto no Brasil, o caminho passa por programas hoteleiros, e ele desvaloriza resgates de parceira a partir de 1º de junho de 2026. Ou seja: pra quem topa a logística de transferência, o internacional pode baixar a conta. Mas só vale se você já tem a via de acúmulo certa, senão o nacional ganha pela simplicidade.

Programa Aliança Via de acúmulo no Brasil Embute taxa de combustível?
AAdvantage (American) oneworld Só pela linha de cartões Santander AAdvantage Não — precificação enxuta
Iberia Plus (Avios) oneworld Esfera 2:1 · Livelo 3,5:1 Não nos resgates sul-americanos
Aeroplan (Air Canada) Star Alliance Sem parceiro bancário direto — via programas hoteleiros Desvaloriza parceiras a partir de 01/06/2026

A conta honesta

Vale a milha ou o dinheiro?

Pra Argentina, voo curto, vale resgatar a milha quando o resgate sai mais barato que a passagem em dinheiro, e não vale quando a passagem comercial está numa promoção agressiva. A conta que decide é simples e poucos têm coragem de fazer: traduz a milha em real. Um exemplo concreto vem da minha própria pesquisa: foi um voo da Turkish saindo do Rio de Janeiro para Buenos Aires por apenas 65 mil e 500 milhas da Azul. Isso representa algo em torno de 1.200 reais, então se a passagem em dinheiro está saindo por menos que isso, talvez não compense queimar milha aqui. O milheiro de referência hoje é cerca de R$ 16 na Smiles, R$ 25 no LATAM Pass e R$ 13 na Azul. Faz a conta comigo: pega as milhas do resgate, multiplica pelo milheiro, soma a taxa de embarque e compara com o preço da passagem comercial. Se o resgate sai mais barato, emite; se a passagem em dinheiro está numa promoção forte, guarda a milha pra um trecho longo onde ela rende muito mais. Milha é dinheiro, gastar mal num trecho curto é jogar valor fora.

R$ 16 / R$ 25 / R$ 13 Milheiro de referência hoje na Smiles, no LATAM Pass e na Azul, o número que entra na conta milha × dinheiro.

Do zero

Como juntar milhas do zero?

Não tem milha nenhuma ainda? O caminho mais rápido pra Argentina quase nunca é voar pra acumular, é comprar e bonificar. Eu comprava esses pontos com 50% de desconto, então ao invés de pagar R$70 no milheiro, que é o lote de mil milhas, eu pagava R$35 nesse milheiro, e na sequência transferia com bônus pra dobrar o saldo. Então se eu comprei, por exemplo, 23 mil pontos no Esfera, eu joguei para Smiles que virou 46 mil milhas, certo? As vias, em ordem de velocidade, são essas:

  • Comprar ponto com desconto num clube como o Esfera, derrubando o milheiro pela metade num pico de promoção.
  • Transferir com bônus: as campanhas da Livelo pra Smiles batem de 70% a 100% pra quem é do Clube e acontecem de 8 a 10 vezes por ano; o Esfera transfere 1 por 1 pra Smiles, Azul e LATAM Pass, com mínimo de 30 mil pontos.
  • Somar um cartão que pontue bem pra alimentar esse saldo todo mês.

Junta um cartão que pontua bem, um clube de pontos e uma transferência bonificada no momento certo, e você sai do zero pra uma passagem de Argentina em poucos meses.

50% off Compra de pontos no Esfera num pico de promoção, o milheiro cai de R$ 70 para R$ 35.

Por perfil

Qual programa para o seu perfil?

O melhor programa depende de onde estão os seus pontos hoje, não existe resposta única. Se você já tem ponto na Livelo, que é quem pontua em banco como Itaú e Bradesco, o movimento é esperar uma campanha de bônus de 70% a 100% pra Smiles, ou até 120% pra Azul, e transferir nesse pico, não na pressa. Se você tem ponto no Esfera, dos cartões Santander, a paridade é 1 por 1 direto pra Smiles, Azul e LATAM Pass, com mínimo de 30 mil pontos, emite pelo programa que tem o voo que você quer. Se você está começando do zero, foca em um cartão que pontue bem somado a um clube de pontos pra acelerar o saldo, e mira a Smiles, que tem as melhores parceiras pra Buenos Aires de executiva. A regra que vale pra todo perfil: escolhe o programa pelo voo e pela classe que você quer, não pela marca.

Já tem ponto na Livelo Espera o bônus e transfere no pico A Livelo pontua em banco como Itaú e Bradesco. Aguarda uma campanha de 70% a 100% pra Smiles, ou até 120% pra Azul, e transfere nesse pico, nunca na pressa.
Já tem ponto no Esfera Transfere 1:1 e emite pelo voo Dos cartões Santander, a paridade é 1 por 1 direto pra Smiles, Azul e LATAM Pass, com mínimo de 30 mil pontos. Emite pelo programa que tem o voo que você quer.
Começando do zero Cartão + clube e mira a Smiles Foca em um cartão que pontue bem somado a um clube de pontos pra acelerar o saldo, e mira a Smiles, que tem as melhores parceiras pra Buenos Aires de executiva.

Modelo durável

Como manter a Argentina barata?

Preço de milha muda toda semana, então decorar o número de hoje não adianta. O que adianta é entender que o mundo das milhas funciona também como mercado financeiro, onde você consegue oportunidades de comprar as milhas mais baratas e vender essas milhas de forma mais cara. Só que, em vez de revender, você usa esse desconto pra viajar: comprou milha barata num pico de promoção, guardou, e emite a Argentina quando a faixa está na ponta de baixo. Quem pensa assim para de correr atrás de preço e passa a esperar a janela certa, a campanha de bônus, a promoção de compra de pontos, a tarifa dinâmica em baixa demanda. Anota isso: pontos e milhas valem dinheiro, e quem trata milha como ativo, não como cupom que vence, viaja melhor e mais barato pra sempre.

Milha é ativo, não cupom que vence O modelo que mantém a Argentina barata é simples: compra barato num pico de promoção, guarda, e emite na ponta de baixo da faixa. Quem trata milha como ativo para de correr atrás de preço e passa a esperar a janela certa.

Dúvidas frequentes

FAQ: milhas para a Argentina

Quantas milhas preciso pra uma ida e volta a Buenos Aires?
Em econômica, dá pra emitir a partir de cerca de 14 mil milhas por trecho na Smiles, com a faixa indo até uns 35 mil nas tarifas regulares. De executiva, eu mesmo emiti São Paulo, Buenos Aires por 46 mil milhas ida e volta pela Smiles, voando com parceiras. É faixa, não preço fixo: o número muda com a classe, a época e o programa.
Dá pra ir pra Argentina com menos de 10 mil milhas?
Pra Buenos Aires, em ida e volta, dificilmente, a econômica começa por volta de 14 mil milhas por trecho. Quem chega perto de 10 mil é em promoção pontual ou em destinos sul-americanos mais baratos saindo do Sul do país. Pra Buenos Aires, planeja a faixa de 14 mil pra cima e mira emitir quando a tarifa dinâmica está em baixa.
Quais taxas eu pago além das milhas?
A taxa de embarque de um voo internacional saindo do Brasil é de cerca de R$ 64,56, e o total de taxas pagas em reais para destinos sul-americanos como Buenos Aires costuma ficar entre R$ 80 e R$ 200 por trecho, bem mais baixo que um voo de longo curso. Alguns programas internacionais embutem taxa de combustível; os programas nacionais para a Argentina, em geral, não pesam aí.
Qual programa cobra menos milhas pra Argentina?
Na econômica, a Smiles costuma ter o piso mais baixo, a partir de uns 14 mil milhas o trecho. Na executiva, eu recomendo Smiles e Azul, que têm as melhores parceiras pra Buenos Aires. Programas internacionais como AAdvantage e Iberia Plus podem sair ainda mais baratos, mas só se você já tem a via de acúmulo certa no Brasil.
Vale mais a pena usar milha ou pagar a passagem da Argentina em dinheiro?
Depende da conta. Multiplica as milhas do resgate pelo milheiro de referência, cerca de R$ 16 na Smiles, R$ 25 no LATAM Pass e R$ 13 na Azul, soma a taxa, e compara com o preço da passagem comercial. Se o resgate sai mais barato, emite; se a passagem em dinheiro está numa promoção forte, guarda a milha pra um trecho longo onde ela rende mais.
Comecei do zero, como junto milhas pra Argentina rápido?
O caminho mais rápido quase nunca é voar pra acumular, é comprar e bonificar. Compra ponto com desconto, eu já comprei Esfera com 50% off, espera uma campanha de bônus de transferência, Livelo pra Smiles bate de 70% a 100% pra quem é do Clube, e acontece de 8 a 10 vezes por ano, transfere no pico e emite. Junta isso a um cartão que pontua bem e em poucos meses você sai do zero pra Buenos Aires.
Fábrica de Milhas

Comece a acumular milhas de verdade

Aprenda o passo a passo que já levou mais de 35 mil alunos a voar pagando uma fração do preço, do primeiro cartão à primeira passagem de graça.

Rodrigo Góes, fundador da Fábrica de Milhas e especialista em milhas aéreas

Quem escreve aqui

Rodrigo Góes

O Mago das Milhas · Fundador da Fábrica de Milhas

Engenheiro mecânico com certificação em Negociação pela Universidade de Michigan, há mais de 7 anos exclusivo em milhas e pontos. Fundou a Fábrica de Milhas em 2019, hoje com mais de 35 mil alunos, que juntos já acumularam mais de 875 milhões de milhas. Apareceu em Mais Você, CNN Brasil, Folha de S.Paulo, Estadão e Infomoney.

Sem parcerias remuneradas com programas de fidelidade ou bancos, a autoridade neutra é o diferencial declarado. Bio completa do Rodrigo →