Como emitir passagem com milhas?
Emitir passagem com milhas é seguir cinco passos dentro do programa de fidelidade: você loga na conta, pesquisa o trecho, escolhe pagar com pontos, confere a taxa de embarque e finaliza a reserva, e um trecho doméstico em econômica começa em 5.000 milhas na Smiles e na Latam Pass. Dá pra emitir com o saldo que muita gente já tem parado, e aqui a gente resolve o que ninguém te ensina direito: o passo a passo de verdade em Smiles, Latam Pass e Azul, mais a conta pra saber se vale emitir agora ou guardar os pontos.
Antes de te mostrar tela por tela, deixa eu te falar uma coisa. Tem diferença entre emitir com dinheiro e emitir com milhas, mas eu te afirmo com toda certeza que voar com as suas milhas sempre vai ser melhor. Eu sou uma pessoa que vivo isso mais de 7 anos. E praticamente todas as minhas passagens aéreas são emitidas com milhas. Quando tem alguma oportunidade melhor no dinheiro, eu pego as minhas milhas vendo, recebo aquele dinheiro e emito a passagem aérea. No fim, é sempre a milha trabalhando pela viagem. Atualizado em junho/2026.
O que preciso ter antes de emitir?
Antes de emitir você precisa de três coisas: milhas dentro de um programa de fidelidade aéreo, a conta desse programa logada e saber se os seus pontos já estão lá ou ainda estão parados no cartão.
- Milhas num programa aéreo. Programa de fidelidade aéreo é o Smiles da Gol, o Latam Pass da Latam e o Azul Fidelidade da Azul, é onde a passagem é emitida, não no app do banco.
- A conta logada. Eu já estou com a minha conta logada, mas se você não tiver, vai aparecer aqui para você colocar o seu CPF, que é o seu login, e a senha pra liberar a busca com milhas.
- Saber de onde vêm os seus pontos. Aqui mora a confusão de quem está começando: ponto de cartão e milha de companhia não são a mesma coisa. Se as suas milhas vieram só do cartão, elas costumam estar num clube de pontos do banco, como a Livelo, e precisam ser transferidas pra um desses programas aéreos antes de virar passagem.
O caminho dos pontos do cartão até a passagem
Cartão de crédito
Cada compra gera pontos no clube de pontos do banco, não no programa da companhia aérea ainda.
Clube de pontos (ex.: Livelo)
Os pontos do cartão ficam parados aqui até você decidir transferir para um programa aéreo.
Programa aéreo (Smiles, Latam Pass, Azul)
É aqui que o ponto vira milha de companhia e fica pronto para emitir.
Passagem emitida
Com as milhas no programa aéreo, você emite o trecho e recebe o localizador no e-mail.
Hoje quem acumula milhas só pelo cartão de crédito são os que eu chamo carinhosamente de baby milhas, dá pra emitir, mas é bom saber que existe muito mais formas de juntar milha além do cartão.
Passo a passo: Smiles, Latam e Azul
O fluxo é o mesmo nos três programas, muda só a tela: você loga, pesquisa o trecho, marca pagamento em pontos, confere a taxa e finaliza.
- Escolhe ida ou ida e volta e preenche o trecho. Você vai colocar aqui, vai escolher a opção se você quer um voo só de ida ou um voo de ida e volta, e depois coloca origem, destino e as datas.
- Marca pra buscar em pontos. Aí clico aqui, tá vendo? Use seus pontos e coloque em procurar. É esse marcador que faz a busca retornar o preço em milhas em vez de reais.
- Escolhe a tarifa no resultado. Quando aparecer o resultado, você escolhe a tarifa, light, estándar, full, de acordo com a sua necessidade de bagagem e cancelamento.
- Confere o total. Soma o valor em milhas mais a taxa de embarque, que aparece à parte.
- Finaliza a reserva. Confirma a seleção logado na conta e a passagem chega no seu e-mail com o localizador.
No Latam Pass e na Smiles a lógica é idêntica, a aula de emissão se estrutura exatamente sobre esses dois programas brasileiros, mostrando a diferença prática entre as duas telas. Um trecho doméstico em econômica sai a partir de 5.000 milhas na Smiles e na Latam Pass, ou a partir de 3.200 pontos na Azul.
| Programa | Companhia | Unidade | Trecho doméstico econômica (faixa) |
|---|---|---|---|
| Smiles | Gol | milhas | 5.000–15.000 milhas |
| Latam Pass | Latam | milhas | 5.000–20.000 milhas |
| Azul Fidelidade | Azul | pontos | 3.200–18.000 pontos |
Quanto pago de taxa de embarque?
A milha paga a passagem, mas a taxa de embarque você paga à parte, quase sempre em dinheiro, às vezes com a opção de abater em milhas. Você pode pagar taxa de embarque no cartão de crédito, e as taxas de embarque de voos nacionais não divide, então, mas depende muito do aeroporto, mas vai ser ali na média de 40, 60 reais.
A média nacional em janeiro de 2026 é de R$ 48,81 por trecho, indo de R$ 29,25 em Cuiabá a R$ 62,62 no Santos Dumont. Em voo internacional o total cobrado em reais é maior e varia muito pelo destino: costuma ficar entre R$ 130 e R$ 250 para Lisboa ou Madri e pode passar de R$ 1.000 em Londres por causa da taxa britânica. Por isso eu sempre confiro a taxa antes de finalizar, é ela que define o custo real da emissão, não só a quantidade de milhas.
Taxa de embarque paga em reais, por tipo de voo
Doméstico: média R$ 48,81 (R$ 29,25 Cuiabá a R$ 62,62 Santos Dumont) · fonte ANAC jan/2026. Londres carrega a taxa britânica APD.
E se faltam milhas para emitir?
Faltou milha pra fechar a emissão? Você tem dois caminhos: completar com dinheiro na própria tela, a maioria dos programas deixa pagar parte em milhas e parte em reais, ou comprar a milha que falta a preço de milheiro. E se naquele momento você não tiver milha, existem oportunidades dentro do mundo das milhas para você comprar essas milhas mais barato e emitir a passagem aérea.
A conta é simples: se faltam 10 mil milhas e o milheiro da Smiles está em R$ 16, você fecha o saldo por cerca de R$ 160, desde que, somando isso ao resto, a emissão ainda saia mais barata que a passagem em dinheiro. Outra rota comum é a transferência: pontos do banco viram milhas no programa aéreo, e em campanha de bônus o seu saldo praticamente dobra, a Livelo pra Azul Fidelidade chegou a 120% em abril de 2026.
Vale a pena emitir ou comprar?
Nem toda emissão compensa, e o critério é uma conta só: se o valor que você receberia vendendo as milhas for maior que o preço da passagem em dinheiro, vende as milhas e compra no dinheiro com lucro; se for menor, emite com milhas.
O critério, em uma frase
Multiplica as milhas do resgate pelo milheiro, soma a taxa de embarque e compara com o preço em reais. Ficou abaixo, emite; ficou acima, guarda os pontos.
Foi assim que eu cheguei nisso. Imagina uma passagem de 30 mil milhas: aí nesse caso vale mais a pena emitir a passagem aérea no dinheiro porque porque se eu pegar essas 30 mil milhas e vender eu vou receber 600 reais. Então uma passagem que custa menos de R$ 600 em dinheiro não vale queimar as milhas, e uma que custa mais, vale. A referência de milheiro de 2026 deixa a conta concreta: a milha Smiles vale cerca de R$ 16, a Latam Pass cerca de R$ 25 e a Azul cerca de R$ 13 o milheiro. Multiplica a quantidade de milhas do resgate por esse valor, soma a taxa de embarque e compara com o preço em reais. É essa conta que separa quem usa milha com inteligência de quem só troca ponto por qualquer coisa.
Quanto vale a milha nesse resgate?
Coloca a quantidade de milhas do resgate, o valor do milheiro do seu programa e o preço da passagem em dinheiro, e você descobre na hora o custo real da emissão e se compensa. A lógica é a que eu uso há anos: uma passagem de 30 mil milhas a R$ 20 o milheiro custa R$ 600, e aí é só comparar com o preço em reais.
Calculadora do custo real da emissão
Custo real em milhas + taxa
R$ 208,81
Preço em dinheiro
R$ 300,00
Pra te poupar a pesquisa, os presets já vêm com a referência de 2026: Smiles a R$ 16, Latam Pass a R$ 25 e Azul a R$ 13 o milheiro. Soma a taxa de embarque, que é paga à parte, e você tem o número que importa: o custo total real da sua emissão, lado a lado com o preço em dinheiro. Se o custo em milhas mais a taxa ficar abaixo do preço em reais, emite; se ficar acima, é sinal de guardar os pontos pra um resgate que renda mais.
| Programa | Milheiro | Milhas em reais | + Taxa doméstica | Custo total |
|---|---|---|---|---|
| Smiles (10.000) | R$ 16 | R$ 160 | R$ 48,81 | R$ 208,81 |
| Latam Pass (10.000) | R$ 25 | R$ 250 | R$ 48,81 | R$ 298,81 |
| Azul Fidelidade (10.000) | R$ 13 | R$ 130 | R$ 48,81 | R$ 178,81 |
| Smiles (20.000) | R$ 16 | R$ 320 | R$ 48,81 | R$ 368,81 |
| Latam Pass (20.000) | R$ 25 | R$ 500 | R$ 48,81 | R$ 548,81 |
| Azul Fidelidade (20.000) | R$ 13 | R$ 260 | R$ 48,81 | R$ 308,81 |
Como emitir em parceira pela aliança?
O pulo do gato do internacional é emitir voando numa companhia parceira com as milhas de outro programa, é assim que você acha assento quando o programa principal não tem.
Pega o exemplo da United, que tem parceria com a TAP. Muitas vezes você pode consultar passagens aéreas da United aqui e fazer a emissão com as suas milhas da TAP. A mesma lógica vale na tabela fixa: quando eu falar em tabela fixa com milhas da Latam Pass, significa que você consegue viajar com as companhias aéreas parceiras da Latam usando essa tabela fixa. Na prática você identifica a tarifa award da parceira numa ferramenta de busca, confirma que o seu programa transfere ou emite naquela companhia e finaliza no programa que tem as milhas.
Um trecho para a Europa em econômica sai a partir de 40.000 milhas na Latam Pass e a partir de 73.800 na Smiles, saber a parceira certa é o que faz o assento aparecer.
Quando abrem os assentos premiados?
Assento em milhas não é sempre que aparece, ele depende de disponibilidade, e quem procura com antecedência e ferramenta certa acha o que os outros não acham.
Na busca de disponibilidade você vai vir em explorar, consultar o programa de fidelidade que você tem interesse em buscar passagens, e filtra por aeroporto e destino pra ver onde tem assento award antes de ir emitir. A janela importa: na versão gratuita ele pega as próximas 60 dias ou seja da data de hoje para os próximos 60 dias, e na versão pró abre o ano inteiro. E tem o detalhe da tabela fixa: o preço fixo só vale se você tiver disponibilidade de voo das companhias aéreas parceiras dentro da Latam. Ou seja, o assento define a emissão tanto quanto o saldo de milhas.
Os erros mais comuns ao emitir
Os erros que mais doem na emissão não são técnicos, são de desatenção, e custam caro.
- Deixar a milha morrer na conta. Tem gente que vai deixando para usar mais para frente e simplesmente quando vai utilizar vê que as milhas expiraram.
- Digitar o nome ou o CPF do passageiro errado. Bilhete premiado em nome trocado vira dor de cabeça e às vezes não dá pra corrigir sem reemitir.
- Não conferir a taxa de embarque antes de finalizar e levar um susto no total.
- Insistir num resgate sem assento disponível em milhas, em vez de mudar a data ou o programa.