O que é o RevPoints da Revolut?
A Revolut tem um programa de pontos chamado RevPoints. E tudo que você pontua nesse programa, você tem como transferir esses pontos para alguns programas de milhas em companhias aéreas internacionais na paridade de 1 para 1. São 10 parceiros, e a transferência sai sem deságio nenhum.
Para você ter uma ideia: programa de pontos aqui no Brasil, se você for transferir para esses mesmos programas internacionais, teria que jogar de 2 a 3,5 pontos daqui para fazer uma milha lá: só por isso você já entende a vantagem desse programa da Revolut. Anota isso: 1 ponto RevPoints vira 1 milha lá fora.
1 RevPoint vira 1 milha internacional; programa brasileiro cobra 2 a 3,5 pontos pela mesma milha.
O acúmulo é contado em dólar desde 2 de janeiro de 2026 e muda conforme o plano. No gratuito é 1 ponto a cada US$ 10. Quem passa R$ 2.500 por mês no cartão junta cerca de 590 pontos por ano.
Pela regra publicada por dólar, o débito não fica de fora em plano nenhum. E repara nisso, porque é raro: a Revolut também pontua na função débito, inclusive com uma pontuação no débito muito maior que muitos cartões de crédito brasileiro. Nos degraus de cima é onde essa diferença aparece inteira.
Os pontos expiram se não forem usados dentro de três anos. Tá bom? Agora a parte que ninguém publica inteira: quanto cada plano rende de verdade.
Quanto cada plano rende por dólar?
Cinco planos, cinco taxas de acúmulo, e a distância entre o degrau de baixo e o de cima é de 30 vezes.
Olha só a escada inteira, do gratuito ao mais caro:
Pontos por US$ 1 no crédito, plano a plano
O Ultra é o único que passa de 1 ponto por dólar: até 3 RevPoints por US$ 1 no crédito, sujeito à aprovação, ou 1,5 no débito.
Guarda esse detalhe: os 3 pontos por dólar que circulam por aí são o teto do Ultra no crédito, não a regra da conta. Quem abre no gratuito achando que vai fazer 3 por dólar faz 1 a cada US$ 10.
A mensalidade dos degraus de cima embute pacote de assinaturas e seguros. Esta tabela cobra a mensalidade só contra o que ela gera de ponto.
O pacote de benefícios que a Revolut anuncia para o Ultra não entra na conta do ponto: aqui eu olho só o acúmulo.
O limite de saque de cada plano fica na tela de planos dentro do aplicativo. É lá que você confere, beleza?
O que mudou de real para dólar?
Em 2 de janeiro de 2026 a Revolut parou de contar ponto sobre o real e passou a contar sobre o dólar. O resultado não foi igual para todo mundo.
O plano gratuito perdeu cerca de 10%. O Plus melhorou cerca de 55%. Premium e Metal, cerca de 45% cada um. Tudo medido no custo de cada ponto: quanto menos você paga por ponto, melhor. Essa comparação está feita com o dólar a R$ 5,49, que era a cotação no dia da mudança, 2 de janeiro de 2026. Esse câmbio vale só para o antes e depois: o resto da página roda no dólar de referência, que eu declaro logo abaixo.
A mesma mudança de regra, dois lados opostos da escada.
Ou seja: a mudança premiou quem paga assinatura e cobrou de quem não paga.
Se você está no gratuito e sentiu que passou a juntar menos, você sentiu certo. Não foi impressão sua nem mês fraco de gasto. Foi a régua que mudou debaixo do seu pé.
O Ultra fica fora dessa comparação porque não existe regra anterior publicada para ele.
A tabela abaixo cobre os quatro degraus que a fonte cobre: Standard, Plus, Premium e Metal. O que falta ela não estima. Número que eu não tenho eu não invento, tá?
A tabela antes e depois, plano a plano
A conta é simples de conferir. Com o dólar de 2 de janeiro de 2026, a R$ 5,49, US$ 10 viram R$ 54,90. Mais caro que os R$ 50 da regra antiga, e é daí que sai a perda de cerca de 10% do Standard.
No Plus, inverte: US$ 4 são R$ 21,96 contra os mesmos R$ 50 de antes. É desse pedaço que vem o ganho de cerca de 55%.
Premium e Metal seguem a mesma lógica. US$ 2 são R$ 10,98 contra os R$ 20 de antes, e US$ 1 são R$ 5,49 contra R$ 10. Cerca de 45% a menos por ponto em cada um.
| Plano | Como era (base real, até dez/2025) | Como ficou (base dólar, desde jan/2026) | Melhorou ou piorou |
|---|---|---|---|
| Standard | 1 ponto a cada R$ 50 | 1 ponto a cada US$ 10 (R$ 54,90) | Piorou cerca de 10% |
| Plus | 1 ponto a cada R$ 50 | 1 ponto a cada US$ 4 (R$ 21,96) | Melhorou cerca de 55% |
| Premium | 1 ponto a cada R$ 20 | 1 ponto a cada US$ 2 (R$ 10,98) | Melhorou cerca de 45% |
| Metal | 1 ponto a cada R$ 10 | 1 ponto a cada US$ 1 (R$ 5,49) | Melhorou cerca de 45% |
Como o seu gasto em real vira dólar
A Revolut conta o ponto em dólar. Só que o seu salário e a sua fatura são em real, e a diferença entre o que a regra promete e o que você junta aparece nessa conversão.
Fora a comparação de janeiro, que roda no dólar a R$ 5,49 do dia da mudança, toda a matemática desta página usa o dólar a R$ 5,0654, a cotação de 15 de maio de 2026. Cotação declarada com data, não um arredondamento vago. Assim você refaz a conta com o câmbio do dia em que estiver lendo.
Vamos lá, pensa comigo: R$ 5.000 de gasto viram cerca de US$ 987. No Premium, isso dá 493 pontos. No Standard, dá 98.
A mesma fatura, cinco vezes menos ponto. É o plano, não o seu gasto, que define o tamanho da sua fábrica de milhas aqui.
Na Conta Global, dentro do limite de câmbio do seu plano, o spread é zero e o IOF é 0% na conversão de reais para outras moedas, conforme a página oficial da parceria e os termos da Revolut; o limite mensal de câmbio varia por plano e está nos termos. Passou do limite, valem as tarifas da conta, e a fonte escrita de agosto de 2025 registrava spread de 0,6%.
Quanto custa mil RevPoints em cada plano?
Mil RevPoints custam a mensalidade do seu plano dividida pelos pontos que ele gera no mês. A conta é simples e mostra uma coisa que nenhuma página do assunto escreveu: Plus e Premium cobram o mesmo por mil pontos, e Metal e Ultra cobram o dobro disso.
Não se aplica: o custo do ponto aqui é volume de gasto, não mensalidade
Encosta em R$ 30 por mil a partir de cerca de US$ 1.332/mês (R$ 6.750)
Encosta em R$ 30 por mil a partir de cerca de US$ 1.333/mês (R$ 6.750)
Encosta em R$ 30 por mil a partir de cerca de US$ 2.666/mês (R$ 13.500)
Encosta em R$ 30 por mil a partir de cerca de US$ 2.778/mês (R$ 14.100)
Quem gasta US$ 6.000 por mês paga R$ 6,66 por mil pontos no Plus ou no Premium, R$ 13,33 no Metal e R$ 13,89 no Ultra. Quem gasta US$ 500 paga R$ 79,92 no Plus e R$ 166,66 no Ultra. E atenção ao contrato do Ultra: plano de 12 meses, cancelável a qualquer momento, com possível taxa conforme o momento do cancelamento.
Mesma mensalidade, custo do ponto completamente diferente. O que muda é o volume que passa no cartão.
A régua para julgar esses números é a que eu uso na Livelo, e ela olha para o valor do milheiro, ou seja, do lote de mil pontos: assine o clube, uma vez que o valor que você vai pagar pelos mil pontos esteja abaixo de 30 reais. Na Esfera esse teto é R$ 35, e aqui eu trago os R$ 30 da Livelo por analogia, para medir a mensalidade da Revolut.
Por mil pontos: o teto que eu uso na Livelo para decidir se o clube vale a assinatura.
Aplicada aqui, ela dá o corte:
- Plus e Premium só encostam em R$ 30 por mil a partir de cerca de R$ 6.750 de gasto por mês
- Metal, a partir de R$ 13.500 por mês
- Ultra, a partir de R$ 14.100 por mês
E o Standard é gratuito: ali o ponto não custa mensalidade nenhuma, custa volume de gasto.
RevPoints ou Livelo e Esfera?
Para virar Avios, o RevPoints ganha dos dois, e não é por pouco. Ele vai 1:1. Quem sai da Esfera para o Iberia Club (o antigo Iberia Plus) entrega 2 pontos por milha, e no Livelo você precisa de 3,5 pontos para virar uma milha. São as regras publicadas pela Esfera e pela Livelo, conferidas em setembro de 2026.
1 RevPoint vira 1 Avios, sem deságio. Não há campanha de bônus conhecida; o Avios não costuma rodar promoção de transferência.
2 pontos Esfera viram 1 Avios. Sem campanha para a Iberia em setembro de 2026; bônus periódicos sem faixa publicada.
3,5 pontos Livelo viram 1 Avios. Sem campanha para a Iberia em setembro de 2026.
Só que RevPoints e Livelo não competem pela mesma coisa, e é por isso que comparação em adjetivo não resolve nada aqui.
Eu comento demais aqui no canal e eu falo demais com meus alunos que é erro de baby milhas transferir pontos para os seus programas de fidelidade sem bonificação nenhuma.
O RevPoints é a exceção dessa régua: aqui não existe bônus para esperar porque também não existe deságio para compensar. Você já entra 1 para 1.
No Brasil, bônus é o normal: o Livelo, ele oferece mais promoções de transferências bonificadas dos programas de fidelidade nacional, com campanha para Smiles que, nas rodadas registradas até abril de 2026, chegou a 70% e 100% para quem é de clube (em setembro de 2026 não havia campanha ativa), e a Esfera faz muita promoção de transferência bonificada, dando 20 a 30% de bonificação. Isso é o que eu vi nas campanhas dela; faixa oficial a Esfera não publica. É outra máquina, com outra lógica.
E o corte que decide: se o que você quer é milha nacional na Smiles ou na LATAM Pass, o RevPoints não te leva direto. Mas tem uma porta lateral que eu ensino aqui no canal: a Iberia Club e o The British Airways Club têm parceria com a Latam, e você consegue voar, sim, nacionalmente, preço fixo, usando milhas de programas de fidelidade estrangeiro. É exatamente o que os seus RevPoints viram.
O corte que decide
Se o que você quer é milha nacional na Smiles ou na LATAM Pass, o RevPoints não te leva direto.
Para quais programas dá para transferir?
São 10 parceiros aéreos. Todos estrangeiros, todos a 1:1 (paridades sujeitas a alteração pelos programas):
Os três primeiros dividem a mesma moeda.
O Avios é um programa de fidelidade onde você hoje consegue utilizar essas milhas da Avios para emitir passagem aérea pela British Airways, pela Iberia e pela Qatar Airways. Ou seja, o saldo conversa entre os três: do Iberia Club você transfere para a British, e da British você transfere para a Qatar.
Dois desses programas emitem voo doméstico brasileiro: a Iberia Club e o The British Airways Club têm parceria com a Latam, e é por isso que você tem voos nacionais voando com a Latam super baratos, a preço fixo, em Avios.
No resto, o RevPoints é moeda de resgate internacional, e é assim que ele entra na sua estratégia.
Quatro deles também recebem ponto de banco brasileiro:
- Iberia Club: pela Esfera e pela Livelo
- Turkish Miles&Smiles: só pela Esfera
- Flying Blue: pela Livelo
- TAP Miles&Go: por oito emissores, do Itaú à Caixa
A transferência sai da aba RevPoints, na tela inicial do aplicativo.
Como transferir os RevPoints na prática?
Você transfere os RevPoints sem sair do aplicativo, e escolhe o programa de destino ali mesmo. Vem comigo:
Abra a aba RevPoints
Abre a aba RevPoints na tela inicial do aplicativo e confere o saldo.
Escolha o programa de destino
Escolhe o programa de destino entre os 10 parceiros, lembrando que todos são internacionais.
Confirme a operação
Confirma a operação na tela de confirmação. É ali que o mínimo por transferência aparece, antes de você apertar o botão.
Agora o momento certo de apertar esse botão, que é o que quase ninguém te conta. A régua é o tipo de programa.
Quando você transfere os seus pontos para um programa de fidelidade sem essa bonificação, você está deixando milhas na mesa. E, junto com elas, dinheiro e oportunidade.
Só que o Avios não costuma ter promoção de transferência. Então nos três parceiros Avios não existe bônus nenhum para esperar, e segurar o ponto só aproxima o vencimento: fica mais fácil você já transferir na hora para emitir a sua passagem.
Três coisas eu não vou estimar aqui, porque a Revolut não publica nenhuma delas em fonte oficial em português:
- o mínimo por operação
- o prazo de crédito no programa parceiro
- se a operação é reversível
Prefiro te dizer o que eu não sei do que te empurrar um chute, beleza?
Quantos pontos custa uma passagem de verdade?
Guarulhos-Madri na Iberia sai por 20.000 Avios só de ida em baixa temporada e 24.250 em alta, na tabela fixa que vale desde maio de 2025.
Como o RevPoints vai 1:1, ida e volta em baixa custa 40.000 pontos. Quem tem 50.000 na conta já tem a passagem, com 10.000 sobrando.
Pontos: ida e volta Guarulhos-Madri na Iberia em baixa temporada, com as taxas pagas à parte.
| Trecho e programa | Pontos | Taxas em reais | Gasto necessário no Metal e no Ultra |
|---|---|---|---|
| Guarulhos-MadriIberia Club (Avios) | Só ida 20.000 (baixa) / 24.250 (alta)Ida e volta 40.000 (baixa) / 48.500 (alta) | R$ 130 a R$ 250 por trecho | Metal cerca de US$ 40.000 (R$ 202.616)Ultra cerca de US$ 13.333 (R$ 67.539) |
| Brasil-Europa via IstambulTurkish Miles&Smiles | Só ida 90.000 (Promotional/Saver)Ida e volta 180.000 | Europa: R$ 130 a mais de R$ 1.000, conforme o aeroporto de destino | Metal cerca de US$ 180.000 (R$ 911.772)Ultra cerca de US$ 60.000 (R$ 303.924) |
| Guarulhos/Galeão-Paris ou AmsterdãFlying Blue | Só ida 25.000 a 50.000 (saver/regular)Ida e volta 50.000 a 100.000 | Europa: R$ 130 a mais de R$ 1.000, conforme o aeroporto de destino | Metal de US$ 50.000 a US$ 100.000 (R$ 253.270 a R$ 506.540)Ultra de US$ 16.667 a US$ 33.333 (R$ 84.424 a R$ 168.847) |
As taxas ficam à parte e você paga em dinheiro. Lisboa e Madri são os destinos europeus mais baratos nesse item, tipicamente entre R$ 130 e R$ 250 por trecho.
Rodrigo, mas 20.000 Avios não é baratíssimo? Pois é, parece. E é aqui que precisa ficar atento em relação ao número. Só para que vocês entendam que nem sempre esse número pequeno significa que é uma mega oportunidade. O que decide não é o número na tela, é quanto você pagou para ter aquele ponto.
A TAP Miles&Go fica fora da tabela de propósito: a transferência 1:1 existe, mas a faixa de resgate ninguém publica em lugar nenhum que eu possa citar. Aí a consulta é dentro do próprio Miles&Go, na tabela deles.
Agora o outro lado da conta, que é o que dói: juntar esses 40.000 pontos exige cerca de US$ 13.333 de gasto no crédito do Ultra, ou US$ 40.000 no Metal.
O ponto é barato de transferir e caro de acumular no gasto puro: o presente de boas-vindas (nas condições da oferta), o arredondamento e as reservas de hospedagem encurtam essa conta.
Os RevPoints vencem? Quando transferir?
RevPoints vencem em três anos se não forem usados. Do outro lado da transferência o relógio muda de regra, e muda bastante:
Repare no que muda de um para o outro, porque é isso que decide onde você deixa saldo parado.
No Iberia Club qualquer movimentação empurra o relógio para frente, então o saldo sobrevive enquanto você mexer na conta. Na Turkish não existe esse socorro: a data chega mesmo que você continue acumulando. E no Flying Blue quem segura o prazo é acúmulo, porque resgatar não conta como atividade.
Essa data de validade ela pode variar de um ano até 10 anos, inclusive tem programas de fidelidade que se você ficar acumulando ou usando milhas naquele programa essas milhas elas não têm validade.
E quando o ponto está perto de vencer, a régua se inverte. Se os meus pontos vão vencer e não está acontecendo nenhuma promoção naquele momento, é melhor jogar para um programa de fidelidade mesmo que sem bonificação, porque assim os pontos que eu iria perder vão virar milhas em um determinado programa de fidelidade com uma nova data de validade. Ponto que venceu é dinheiro que você deixou queimar na conta.
Segurar RevPoints esperando promoção não faz sentido, porque promoção de transferência aqui não existe. Se você já sabe o destino, transfere.
Como abrir conta e ganhar o bônus?
São 5.000 RevPoints de presente para conta nova, depois dos seus primeiros R$ 150 de gasto em até 60 dias. E esse presente vem da minha parceria com a Revolut: é uma oferta da Revolut para quem chega por um parceiro, não uma campanha aberta no site deles.
O presente da parceria
5.000
RevPoints para conta nova, depois dos seus primeiros R$ 150 de gasto em até 60 dias.
Esse presente vem da minha parceria comercial de divulgação com a Revolut, ativa desde agosto de 2026. É uma oferta da Revolut para quem chega por um parceiro, não uma campanha aberta no site deles.
Regras da oferta: vale para abrir a conta até 1 de outubro de 2026, só conta nova, para as primeiras 1.000 adesões pelo link; o gasto de R$ 150 tem de acontecer nos primeiros 60 dias, com a adesão ao RevPoints confirmada no app; os 5.000 pontos entram em até 30 dias. Termos da oferta.
Em agosto de 2026 eu fui procurado pela Revolut, uma conta global e eles me procuraram pra fazer uma parceria de divulgação, onde em troca eu pedi que eles pudessem presentear a galera que já me acompanha.
É daí que essa oferta nasceu, e é por isso que eu escrevo isso aqui em cima, em vez de deixar você descobrir depois.
A mecânica é essa: se você abrir a sua conta na Revolut e gastar seus primeiros R$ 150, seja na função crédito ou débito, você vai destravar o nosso presente que são os seus primeiros 5 mil pontos. Isso vale para conta nova e dentro das regras da oferta, que estão logo abaixo.
Para dar tamanho ao número: quem passa R$ 2.500 por mês no cartão do plano gratuito levaria mais de oito anos para juntar 5.000 pontos sozinho.
O link da parceria é o botão aqui de cima. É por ele que a Revolut sabe que você chegou por mim e libera o presente.
Regras oficiais da oferta: só conta nova, até 1 de outubro de 2026, para as primeiras 1.000 adesões pelo link; gasto de R$ 150 nos primeiros 60 dias, com a adesão ao RevPoints confirmada no app; os 5.000 pontos entram em até 30 dias depois de cumprir tudo isso. Os termos completos estão nos Termos e condições da oferta e na página oficial da parceria, na própria Revolut.
Perguntas frequentes sobre os RevPoints
Os RevPoints valem mesmo alguma coisa ou é só enfeite no app?
Valem, e o valor sai da transferência, não do saldo parado. Cada RevPoint vira 1 milha em programa aéreo internacional, sem deságio.
O que decide se compensa é quanto você gasta. No plano gratuito são 1 ponto a cada US$ 10, então R$ 2.500 por mês no cartão rendem cerca de 590 pontos por ano. Aí o gargalo é o volume de gasto, não o programa.
Tem ainda duas fontes de ponto que quase ninguém liga:
- o arredondamento automático das compras, que joga o troco para os pontos;
- as reservas de hospedagem feitas dentro do aplicativo (as Estadias, no nome do app), que rendem pontos além dos da própria compra.
O débito da Revolut pontua ou só o crédito?
Pontua nos dois. Do Standard ao Metal, a regra publicada por dólar não distingue crédito de débito (no Metal, 1 ponto por US$ 1); no Ultra ele sobe, fazendo 1,5 pontos para cada dólar gasto na função débito, contra até 3 no crédito, sujeito à aprovação.
Nos degraus de baixo a regra em dólar não separa as duas funções: Standard 1 ponto a cada US$ 10, Plus a cada US$ 4, Premium a cada US$ 2.
E isso muda a conta de quem quase não usa crédito no dia a dia.
Vale a pena assinar o Plus só por causa dos pontos?
Depende do seu volume de gasto, e a régua é o custo do milheiro, o mesmo teto de 30 reais que eu uso na Livelo: aqui ele precisa ficar abaixo disso para a mensalidade se pagar em ponto.
Aplicada ao Plus, ela dá o corte: os R$ 9,99 por mês só encostam em R$ 30 por mil pontos a partir de cerca de US$ 1.332 de gasto mensal, uns R$ 6.750.
Abaixo disso o ponto sai caro. Gastando US$ 500 por mês, o milheiro do Plus custa R$ 79,92.
Quanto tempo demora a transferência para o programa parceiro?
Não divulgado. A Revolut não publica prazo de crédito, mínimo por operação nem política de reversão em fonte oficial em português, e nenhuma das páginas que cobrem o programa traz esses números.
Em vez de estimar, eu marco as três variáveis como não divulgadas e te mando conferir na própria tela de confirmação da transferência dentro do aplicativo, que é onde o mínimo aparece antes de você apertar o botão. Quando a Revolut publicar, o número entra aqui.
Enquanto isso, a regra prática continua a mesma: transfere na hora de emitir, não antes.
Os RevPoints vencem?
Expiram se não forem usados dentro de três anos. Do outro lado da transferência o relógio muda: no Iberia Club são 36 meses sem nenhuma movimentação e qualquer atividade renova o saldo; na Turkish as milhas caem no fim do terceiro ano-calendário e atividade não estende; no Flying Blue são 24 meses sem acúmulo.
A validade muda de programa para programa, e tem programa em que qualquer movimentação renova tudo.
Se o seu ponto está perto de vencer, transfere mesmo sem bônus. É a conta que eu faço: ao invés de eu perder todos os meus pontos eu só deixo de ganhar a bonificação. E aqui não existe promoção de transferência para esperar.
Dá para usar RevPoints em voo doméstico no Brasil?
Dá, por uma porta específica: a Iberia Club e o The British Airways Club têm parceria com a Latam e emitem voo doméstico a preço fixo em Avios. Quando a gente fala em tabela fixa voando nacionalmente, não é com os programas de fidelidade nacional: se você quer voar com a Azul, com a Gol ou com a Latam, para voar de tabela fixa dentro dessas companhias aéreas aqui no Brasil, você precisa usar milhas de programas de fidelidade estrangeiro. Fora essa porta, os 10 destinos de transferência são todos programas de companhias estrangeiras, feitos para resgate internacional.
Para milha nacional o caminho mais comum continua sendo Livelo ou Esfera com transferência bonificada, mirando Smiles, LATAM Pass ou Azul Fidelidade (o antigo TudoAzul), onde um trecho doméstico em econômica parte de 3.000 milhas na LATAM Pass (piso publicado pelo programa) e tem preço dinâmico, sem faixa publicada, na Smiles e no Azul Fidelidade (consultado em setembro de 2026).
Se o seu objetivo é só voar dentro do Brasil, o RevPoints não é o programa principal.
Os 3 pontos por dólar valem para qualquer conta Revolut?
Não. Até 3 RevPoints por US$ 1 no crédito é o teto do plano Ultra, de R$ 249,99 por mês, e ainda sujeito à aprovação; no débito do mesmo plano são 1,5.
Nos outros quatro planos o teto é 1 ponto por US$ 1, no Metal.
Eu mesmo digo em vídeo que na Revolut ela tem cartões de crédito que pontua até três pontos para cada dólar gasto, e aqui vai a correção: esse número é do degrau mais caro da escada. Quem viu o número solto por aí e abriu conta no gratuito acumula 1 ponto a cada US$ 10, que é trinta vezes menos.
Quais compras não pontuam nos RevPoints?
A Revolut não publica em português uma lista de transações não elegíveis. O critério de transação elegível mora no contrato de RevPoints, dentro dos termos do programa no aplicativo, e é lá que você confere antes de contar com o ponto.
A fonte cobre o contrário, o que pontua além da compra comum:
- o arredondamento automático, que arredonda a compra para cima em proporções de 1x a 10x e transforma o excedente em pontos;
- as reservas de hospedagem feitas dentro do aplicativo (as Estadias, no nome do app).
Lista de exclusão eu não invento.
Como funciona o arredondamento automático das compras?
O aplicativo arredonda o valor de cada compra para cima, na proporção que você escolher, de 1x a 10x, e o excedente vira RevPoints.
Na proporção 1x, o exemplo é direto: uma compra de R$ 7,10 sobe para R$ 8,00 e os R$ 0,90 de diferença viram pontos.
É acúmulo que não depende de plano nem de gasto internacional, e passa despercebido se você não ativar. Pensa aí quanto você gasta de troco todo mês. Agora multiplica isso por dez.
O que acontece com os pontos se eu trocar de plano?
O saldo no downgrade é justamente o que a Revolut não publica: nem a página do plano Ultra nem as fontes escritas que cobrem o programa dizem o que acontece com os pontos já acumulados quando você desce de degrau.
O que está publicado é o contrato do Ultra: plano de 12 meses, com cobrança mensal ou anual, cancelável a qualquer momento e com possível taxa conforme o momento do cancelamento.
Antes de assinar e depois cancelar, é nos termos do plano dentro do aplicativo que essa resposta está. Estimativa aqui não entra.