Viajar com Milhas

Como fazer stopover e transformar a conexão em destino

Dois países no preço de uma única passagem: a parada de dias na cidade da conexão, dentro do mesmo bilhete. Aqui eu te mostro em quais companhias ela existe, quanto ela custa de verdade e como eu emiti a minha com milhas da LATAM Pass.

Atualizado em julho/2026 Leitura: 14 min

No vídeo: a definição de stopover, o hub obrigatório da Qatar em Doha e a regra de que a parada cabe na ida ou na volta.

Definição

O que é stopover, na prática?

Stopover é a parada prolongada que transforma a conexão obrigatória em um destino extra do mesmo bilhete. Eu já falei várias vezes lá no Instagram sobre o que é o stopover, nada mais é do que você poder ficar um tempo a mais no hub do local.

O que separa essa parada da conexão comum não é o relógio. É o bilhete.

Na volta de Zanzibar, num voo operado pela Qatar Airways com milhas da LATAM Pass, eu fiz um stopover em Doha, então minha viagem ficou uma viagem em dois em um, dois países ao preço de uma única passagem e que vale super a pena também.

2 países
no preço de uma única passagem — o que a parada em Doha rendeu na minha volta de Zanzibar

A cidade extra entra na mesma emissão, o trecho seguinte fica garantido e a parada cabe tanto na ida quanto na volta.

E eu brinco quando a gente faz um stopover, na verdade a gente passa a fazer vários voos direto: em vez de esperar horas no saguão, eu desço, durmo na cidade e sigo dias depois.

Quantas horas a companhia exige para chamar isso de stopover quem define é ela, na emissão. Eu não cravo número aqui porque esse critério muda por companhia e por tarifa.

Vem comigo que nesta página eu te mostro em quais companhias a parada existe, quanto ela custa de verdade e como montar a busca.

Atualizado em julho/2026.


Nomenclatura

Escala, conexão e stopover: qual a diferença?

Escala, conexão e stopover são três coisas diferentes no mesmo aeroporto, e a diferença decide o que você pode fazer nas horas em que o avião está no chão.

Ao invés de eu ficar um tempo no aeroporto aguardando o próximo voo, eu já desço, vou curtir o lugar, durmo no hotel. É essa linha que separa a conexão do stopover.

Na escala você nem desembarca. Na conexão você troca de avião e segue no mesmo dia. No stopover você sai do aeroporto e dorme na cidade, com o trecho seguinte já garantido no mesmo bilhete.

Os termos em inglês que aparecem nas buscas entram traduzidos aqui na primeira menção:

  • layover: a espera entre um voo e outro
  • multi-city: a busca por múltiplos destinos
O que muda Escala Conexão Stopover
Você desembarca? Não — o avião para e você fica a bordo Sim, para trocar de avião Sim, e você segue para fora do terminal
Você troca de avião? Não Sim, no mesmo dia Sim, dias depois
Você sai do aeroporto? Não Não dá tempo Sim: você dorme na cidade
Duração típica Minutos, o tempo de reabastecer Algumas horas no saguão Dias, não horas: o voo seguinte só sai depois da estadia — quantas horas a companhia exige para chamar a parada de stopover quem define é ela, na emissão
Mesmo bilhete? Sim Sim Sim, e é isso que garante o trecho seguinte

Malha

Por que a parada acontece no hub?

A parada acontece no hub porque a companhia já ia te fazer parar ali de qualquer jeito. O voo sai de onde sair e, antes de partir para qualquer outro destino, automaticamente vai parar naquele lugar. Se a Qatar Airways, qualquer voo operado pela Qatar, obrigatoriamente ele para em Doha e de lá ele se desloca para outras cidades e outros países.

É essa obrigatoriedade que cria a oportunidade. O stopover só transforma a espera em estadia.

O mesmo vale para Istambul na malha da Turkish Airlines: eu saio de qualquer lugar do mundo, esse voo primeiro vai parar em Istambul e de Istambul ele segue para o destino final. Lógico, com exceção de um voo que sai da Argentina, para no Brasil antes de seguir para Istambul.

Então hub não é sempre o país da companhia, é o ponto por onde a malha passa.

A régua do hub

Hub não é sempre o país da companhia: é o ponto por onde a malha passa. Quem entende isso escolhe a companhia primeiro e a rota depois.

Quem entende isso escolhe a companhia primeiro e a rota depois, em vez de torcer pelo acaso da conexão. Tá bom?


Emissão-prêmio

Dá para fazer stopover com milhas?

Dá, e não é teoria: no meu caso, eu fiz uma conexão em Doha, meu voo foi operado pela Qatar Airways, utilizando milhas da LATAM Pass.

Então não, stopover com milhas não acabou. O que acabou foi ele ser automático.

Hoje a parada depende de três coisas, e é essa a lista que decide se a sua emissão passa:

O que decide se a sua emissão passa
O programa que emite o resgate: esse programa de fidelidade ele me permite ficar alguns dias a mais naquela cidade que eles chamam de hub — ou não permite, e aí a parada não entra na mesma emissão.
A companhia que opera o voo: a parada só existe onde a malha dela já para, e o benefício da estadia é regra dela, não do programa.
A tarifa-prêmio escolhida: a mesma rota pode aceitar a parada numa classe tarifária e recusar em outra.
Se nada disso fechar, o caminho é emitir dois resgates: em milhas o valor por trecho não se altera, salvo na LATAM.

E o custo dos dois caminhos você compara em milhas, não em reais. É a moeda em que a decisão é tomada.


Onde a parada existe

Quais companhias permitem a parada?

As duas paradas que eu consigo te mostrar com detalhe são Doha, na malha da Qatar Airways, e Istambul, na malha da Turkish Airlines. As duas se alcançam com saldo em programa brasileiro.

A de Doha eu emiti e voei, na volta de Zanzibar. A de Istambul eu te mostro pela regra da Turkish e pelo programa que chega lá, porque essa eu ainda não voei.

O que essa tabela não traz é duração máxima, custo da parada e classe tarifária elegível por companhia.

O motivo é honesto: esse dado muda por companhia e por temporada, e quem publica é a própria companhia na hora da emissão. É lá que você confere, com a rota e a data na mão.

O que eu garanto aqui é o resto: onde a parada existe, quem opera o voo, com qual saldo você chega e o que ela rende na cidade, com a data do relato ao lado, porque benefício de hotel também muda. O benefício da Qatar, por exemplo, ele não te dá diária gratuita, mas você consegue pegar hotéis 3, 4 e 5 estrelas a valores super reduzidos em relação aos preços originais.

Hub / cidade de parada Companhia operadora Programas brasileiros que alcançam O que a parada rende ali
Doha Qatar Airways LATAM Pass, Smiles e TAP Miles&Go Hotel a valor muito abaixo do balcão: a diária de quase R$ 2.000 saiu por 300 ou 400 reais no meu relato de dezembro de 2024; sem diária gratuita
Istambul Turkish Airlines TAP Miles&Go, Smiles e TudoAzul Hospedagem de presente: 1 noite em econômica e 2 em executiva, com a noite adicional a US$ 49 na regra da Turkish que eu detalhei em junho de 2024

Resgate

Quais paradas o seu saldo alcança?

Saldo em LATAM Pass, Smiles, TAP Miles&Go ou TudoAzul já alcança hub com stopover hoje. O que muda é qual hub.

Você consegue utilizar suas milhas da Smiles, da TAP Miles&Go, da LATAM Pass para viajar para Doha ou para viajar ao redor de Doha. Para Istambul o alcance é outro: principalmente para quem quer fazer esse voo direto para Istambul, eu recomendo fortemente que você utilize as suas milhas da TAP Miles&Go, e Smiles e TudoAzul também chegam ao hub.

Para dimensionar o resgate, Europa em econômica sai por 40.000 a 62.000 milhas por trecho no LATAM Pass e 73.800 a 88.000 no Smiles.

40.000 a 62.000
milhas por trecho — Brasil↔Europa em econômica no LATAM Pass, a régua para dimensionar o resgate que chega ao hub
LATAM Pass
  • Doha · Qatar Airways Alcança
  • Istambul · Turkish Airlines Fora de alcance

Foi com milhas LATAM Pass que eu emiti o voo Qatar com parada em Doha. A Turkish Airlines não está entre as parcerias bilaterais do programa.

Brasil↔Europa, econômica, por trecho
40.000 a 62.000 milhas
Smiles
  • Doha · Qatar Airways Alcança
  • Istambul · Turkish Airlines Alcança

Chega aos dois hubs com saldo do próprio programa.

Brasil↔Europa, econômica, por trecho
73.800 a 88.000 milhas
TAP Miles&Go
  • Doha · Qatar Airways Alcança
  • Istambul · Turkish Airlines Alcança

É o programa que eu recomendo para quem quer voo direto até Istambul. Sem faixa fechada nesta página: a TAP Miles&Go entra aqui pelo alcance ao hub, não pelo preço do trecho.

TudoAzul
  • Doha · Qatar Airways Via parceira
  • Istambul · Turkish Airlines Alcança

A Qatar Airways está entre as parceiras do Azul pelo Mundo, e a Turkish Airlines também está no Azul pelo Mundo.

Brasil↔Europa, econômica, por trecho
73.000 a 90.000 pontos

Quem tem cerca de 300 mil milhas divididas entre dois programas nacionais sai daqui com duas ou três paradas viáveis, não com uma lista de vinte e cinco companhias para decorar.

O atalho

Falta o programa que alcança o hub que você quer? Transferência bonificada é o atalho: você move os pontos para o programa certo e emite de lá.


Passo a passo

Como montar a passagem com stopover?

Montar a passagem com stopover começa antes da busca. Primeiro você escolhe o hub, depois o destino final que passa por ele, e só então abre a busca por múltiplos destinos.

Eu organizo isso por portas de entrada e saída: se eu for fazer uma viagem para a França e para a Espanha, posso usar a França como minha porta de entrada e a Espanha como minha porta de saída ou vice-versa. O trecho do meio você resolve por terra ou com um voo interno emitido à parte.

Vamos lá, na ordem:

01
Escolhe a companhia pelo hub

Qatar Airways para em Doha, Turkish Airlines para em Istambul. A parada só existe onde a malha já para.

02
Procura vários destinos além do hub

É bom que você procure algum destino que você tem interesse em conhecer, e não o primeiro que aparecer.

03
Compara os preços entre esses destinos

O ideal é que você procure um desses destinos para identificar qual é o mais barato, e um site que eu recomendo muito para você fazer esses tipos de pesquisa é o Google Flights, para mapear preço por destino antes de abrir a emissão.

04
Abre a busca por múltiplos destinos

O multi-city, no site da própria companhia ou no programa que vai emitir.

05
Marca o stopover e a quantidade de dias

Na hora da emissão você coloca lá no voo a opção do stopover e a quantidade de dias, e confere se a parada cabe na ida, na volta ou nas duas.

E se o preço disparar quando você marcar os dias a mais, aquela rota ou aquela tarifa não aceita a parada. Para de insistir e testa outra companhia. Tá bom?

Diagnóstico

Preço que dispara quando você marca os dias a mais é a tarifa dizendo que aquela rota não aceita a parada. Não insiste: troca a companhia, o hub ou a tarifa-prêmio e busca de novo.

Dois roteiros para você copiar o raciocínio:

  • Entra por Paris, sai por Madri: o miolo da viagem, entre uma porta e outra, você faz por terra.
  • Parada no hub com o destino final além dele, tipo São Paulo-Doha-Bangkok: o voo já para em Doha de qualquer jeito, e o stopover estica essa parada em dias na cidade.

Voo doméstico

Dá para fazer stopover no Brasil?

Dá para fazer parada em voo doméstico, e esse é o caso que dispensa visto, passaporte e voo internacional.

A regra prática é uma só: a parada só existe onde a malha da companhia já faz conexão. Não adianta pedir parada numa cidade por onde o seu voo não passaria de qualquer jeito.

A regra prática

A parada só existe onde a malha da companhia já faz conexão — não adianta pedir parada numa cidade por onde o seu voo não passaria de qualquer jeito.

O que eu não vou fazer aqui é te dar uma lista de cidades e de prazos por companhia. LATAM, GOL e Azul publicam cada uma a própria regra, a malha muda por temporada, e é no canal da companhia, com a rota e a data na mão, que você confere.

O que é garantido é o custo. Cada trecho extra soma mais uma taxa de embarque:

  • R$ 48,81 na média nacional
  • R$ 29,25 em Cuiabá, a mais barata
  • R$ 33,64 em Guarulhos, no doméstico
  • R$ 62,62 no Santos Dumont, a mais cara

Custo real

Quanto custa mesmo um stopover?

Stopover sem custo extra é verdade na passagem e mentira no total, e a diferença tem número.

Em Doha, o hotel na época custava quase 2 mil reais a diária e a gente pegou esse benefício do stopover da Qatar. Eu paguei, e eu não lembro agora se foi 300 ou 400 reais nesse mesmo hotel.

Do lado da tarifa, a conta inverte: sai mais barato você pegar um voo de São Paulo e ir para Tailândia com a conexão em Doha do que um voo de São Paulo para Doha, e a parada ainda devolve os dias no hub de graça.

O que entra de fato na conta é curto:

  • a taxa de embarque do trecho extra: R$ 48,81 na média doméstica e R$ 64,56 em GRU internacional;
  • a taxa combustível que a Turkish cobra na emissão com milhas;
  • as noites adicionais de hotel, quando você estica a parada.
R$ 48,81
taxa de embarque do trecho extra na média doméstica — o único custo garantido da parada
R$ 64,56
taxa de embarque em GRU internacional, publicada pela ANAC em janeiro de 2026
Montagem Milhas por trecho Taxa de embarque do trecho extra Noites de hotel na parada
Ida e volta simples Brasil↔Europa em econômica: 40.000 a 62.000 no LATAM Pass, 73.800 a 88.000 no Smiles Nenhuma — não existe trecho extra Nenhuma noite fora do destino final
Roteiro com parada, no mesmo bilhete O mesmo por trecho: a parada não cria trecho novo no resgate R$ 48,81 na média doméstica (de R$ 29,25 em Cuiabá a R$ 62,62 no Santos Dumont) e R$ 64,56 em GRU internacional Em Doha, diária de quase R$ 2.000 saiu por 300 ou 400 reais no relato de dezembro de 2024; em Istambul, 1 noite em econômica e 2 em executiva de presente, adicional a US$ 49 na regra da Turkish que eu detalhei em junho de 2024
Dois bilhetes separados O mesmo por trecho em milhas, salvo na LATAM; em dinheiro cada trecho sai quase pelo valor da ida e volta inteira Uma taxa cheia por emissão: some R$ 48,81 no doméstico ou R$ 64,56 em GRU internacional a cada bilhete Você paga a diária de balcão: o benefício de parada da companhia não se aplica fora do bilhete único

Comparação

Stopover ou duas passagens separadas?

Em milhas, dois bilhetes separados custam praticamente o mesmo que um. Em dinheiro, custam muito mais.

Se você faz isso pagando em dinheiro fica muito caro, porque normalmente um voo internacional, quando você compra só um trecho ele é praticamente o valor da passagem de ida e volta. Então não compensa você fazer isso quando você compra passagem aérea no dinheiro. Já em milhas o valor por trecho não se altera, salvo na LATAM.

A exceção

Em milhas o valor por trecho não se altera, salvo na LATAM.

É por isso que a construção manual de dois resgates é uma alternativa real para quem emite com milhas e um péssimo negócio para quem compra tarifa.

E tem o custo que não aparece na busca: cada bilhete separado soma a própria taxa de embarque, enquanto o roteiro com parada soma uma só.


Desembarque intermediário

Posso sair do aeroporto na parada?

Sair do aeroporto na parada é permitido, e o que decide se você consegue são três exigências: visto do país da parada, passagem pela imigração e retirada da bagagem no desembarque intermediário.

Algumas se resolvem no balcão: lembrando que Doha você precisa ter o visto mas esse visto também você faz ou dentro do aeroporto, ou o próprio hotel em que você vai ficar providencia para você.

Eu não vou te entregar um quadro de visto por cidade de parada: regra de visto muda por país e por passaporte, quem publica é o portal oficial do país da parada, e a própria companhia confirma no check-in.

O que dá para transformar em critério é a ordem da checagem:

01
Antes de emitir: o visto do país da parada

Confere se existe, se é de trânsito e se sai no aeroporto ou precisa ser tirado antes. Descobrir isso no balcão é caro.

02
Na emissão: a bagagem

Confirma se a mala vai despachada até o destino final ou se sai na esteira do desembarque intermediário.

03
No dia do voo: a imigração

Reserva tempo para a fila: você vai entrar no país, não só trocar de avião.


Escolha da cidade

Onde vale a pena parar três dias?

Vale a pena parar três dias onde a cidade entrega uma viagem, não só um terminal. A jogada é aproveitar uma passagem aérea para conhecer mais de um país, e dá para escolher isso antes de emitir.

O critério é curto: a cidade tem que estar na sua lista de vontade, não só na malha da companhia. Depois disso, você compara preços.

Dá para combinar lugares, por exemplo:

  • Grécia e Turquia
  • Portugal e Espanha
  • Inglaterra e Escócia
  • França e Itália
  • França e Suíça
  • Argentina, Chile e Uruguai
  • Mais de uma cidade nos Estados Unidos

As duas paradas que eu consigo te detalhar são estas:

Emiti e voei
Doha

Foi a que eu emiti e voei, na volta de Zanzibar, com milhas da LATAM Pass em voo da Qatar Airways. Eu dormi uma noite lá com minha esposa, num hotel que custava quase R$ 2.000 a diária e saiu por 300 ou 400 reais pelo benefício de stopover, no meu relato de dezembro de 2024. Rendeu dois países no mesmo bilhete.

Ensino pela regra
Istambul

Essa eu ensino pela regra da Turkish, porque ainda não voei. Rende estadia de verdade porque a companhia dá hospedagem de presente na parada, na regra que eu detalhei em junho de 2024. E ainda estica para dentro do país: essa passagem aérea interna de Istambul para Capadócia você também pode emitir com milhas e aí fica um custo bem baixinho.

Três dias é a régua boa. Dá para conhecer sem transformar a conexão numa segunda viagem. Em Doha, na volta de Zanzibar, uma noite já foi o bastante para a cidade entrar no roteiro.

A régua dos três dias

Dá para conhecer a cidade sem transformar a conexão numa segunda viagem.

Quer o roteiro completo do destino que você escolher? Os roteiros por destino estão todos aqui no cluster de viagens com milhas.


Dúvidas

Perguntas frequentes sobre stopover

Stopover com milhas ainda funciona em 2026?

Funciona, só deixou de ser automático. A parada em Doha eu emiti com milhas da LATAM Pass, em voo operado pela Qatar Airways, na volta de Zanzibar: caso executado, com programa brasileiro e companhia parceira.

O que mudou é que a parada saiu da regra geral de tabela e passou a depender de três coisas: o programa que emite o resgate, a companhia que opera o voo e a tarifa-prêmio escolhida.

Quando a parada não passa no mesmo bilhete, o caminho é emitir dois resgates, lembrando que em milhas o valor por trecho não se altera, salvo na LATAM.

Qual a diferença entre escala, conexão e stopover?

Na escala você nem desembarca. Na conexão você troca de avião e segue no mesmo dia. No stopover você desce, dorme na cidade e pega o voo seguinte dias depois, com o trecho já garantido no mesmo bilhete.

A diferença prática aparece nas horas em que o avião fica no chão: na conexão elas passam no saguão, no stopover elas viram cidade.

Não é o relógio que decide, é o bilhete: quantas horas a companhia exige para chamar a parada de stopover quem define é ela, na hora de emitir.

Dá para fazer stopover em voo dentro do Brasil?

Dá, e é o caso que dispensa visto, passaporte e voo internacional.

A regra prática é a malha: a parada só existe onde a companhia já faria a conexão de qualquer jeito. Cidades elegíveis e prazo por companhia eu não cravo aqui, porque LATAM, GOL e Azul publicam cada uma a própria regra e a malha muda por temporada. É no canal da companhia, com rota e data na mão, que você confere.

O custo garantido é a taxa de embarque do trecho extra: R$ 48,81 na média nacional, de R$ 29,25 em Cuiabá a R$ 62,62 no Santos Dumont.

Preciso de visto para sair do aeroporto na parada?

Depende do hub, e alguns se resolvem no próprio aeroporto: em Doha o visto é exigido, mas dá para tirar ali dentro ou deixar o hotel providenciar para você.

A regra de visto muda por país e por passaporte, então a leitura cidade por cidade quem publica é o portal oficial do país da parada, e a própria companhia confirma no check-in.

O que eu te dou aqui é a ordem: confere o visto antes de emitir, não depois. Descobrir isso no balcão é caro.

Stopover é mesmo de graça?

Na passagem, quase sempre; no total, não. A parada não cobra tarifa a mais na maioria das companhias, mas entram outros custos:

  • taxa de embarque do trecho extra: R$ 48,81 no doméstico e R$ 64,56 em GRU internacional;
  • taxa combustível, quando a companhia cobra na emissão com milhas;
  • hospedagem, quando você estica a parada além do benefício.

Olha também o benefício de hotel: na Turkish, se você for de classe econômica e faz o stopover, você tem direito a uma noite de hotel gratuita. Se você faz esse stopover voando de classe executiva, você tem duas noites de hotel gratuita, e a noite adicional custava 49 dólares em junho de 2024. Valor de benefício muda por temporada e quem publica é a companhia.

E se o preço disparar quando eu marcar os dias a mais?

Preço que dispara é a tarifa te dizendo que aquela rota ou aquela classe não aceita a parada.

Não insiste. Deixa a combinação de lado e troca uma das três variáveis: a companhia, o hub ou a tarifa-prêmio. Aí busca de novo. Esse teste é rápido e evita que você fique meia hora tentando forçar uma emissão que nunca ia sair.

É o mesmo diagnóstico que vale na emissão em dinheiro e na emissão com milhas: a diferença de preço entre a versão sem parada e a versão com parada é a própria regra da tarifa falando.

Dá para fazer a parada na ida e na volta?

Dá. E o stopover, pessoal, pode ser feito tanto na ida quanto na volta. Foi assim que eu montei a volta de Zanzibar com a parada em Doha.

Na prática isso dobra o valor da estratégia: você conhece uma cidade na ida, segue para o destino final e pega outra parada no retorno, tudo dentro da mesma emissão.

O que decide é a regra da companhia e a tarifa-prêmio escolhida, exatamente como na parada única. Vale conferir se a companhia permite duas paradas no mesmo bilhete ou só uma antes de montar a busca.

Fábrica de Milhas

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Aprenda o passo a passo que já levou mais de 35 mil alunos a voar pagando uma fração do preço: do primeiro cartão à primeira passagem de graça.

Rodrigo Góes, fundador da Fábrica de Milhas e especialista em milhas aéreas

Quem escreve aqui

Rodrigo Góes

O Mago das Milhas · Fundador da Fábrica de Milhas

Engenheiro mecânico com certificação em Negociação pela Universidade de Michigan, há mais de 7 anos exclusivo em milhas e pontos. Fundou a Fábrica de Milhas em 2019, hoje com mais de 35 mil alunos, que juntos já acumularam mais de 875 milhões de milhas. Apareceu em Mais Você, CNN Brasil, Folha de S.Paulo, Estadão e Infomoney.

Parcerias comerciais são sempre declaradas: na página e na bio; fora delas, a independência editorial segue sendo o diferencial. Bio completa do Rodrigo →