Viajar com milhas

O que fazer com 100 mil milhas: as 4 saídas do saldo

Emitir passagem é o que mais rende nas suas 100 mil milhas. Transferir com bônus antes de resgatar multiplica o saldo, vender vem em seguida, e o catálogo de produtos fecha a lista: o que ele devolve é preço de vitrine, não dinheiro na sua conta.

Atualizado em julho/2026 Leitura: 14 min
Vídeo: O que fazer com 100 mil milhas
Resposta rápida

O que fazer com 100 mil milhas?

São quatro saídas, e elas não valem a mesma coisa.

Vendidas, essas 100 mil milhas viram de R$ 1.600 a R$ 3.000 na sua conta. Emitidas com antecedência na rota certa, elas pagam uma ida e volta internacional inteira em econômica — com 100 mil milhas você consegue conhecer vários países ao redor do mundo.

R$ 1.600 a R$ 3.000 o que 100 mil milhas viram vendidas

E tem mais: com 100 mil milhas você ainda viaja no padrão mago. O que é isso? Todo padrão de conforto que uma companhia aérea pode te oferecer.

A régua que ordena as quatro saídas é uma só: quanto dinheiro sobra pra você no fim. Cada uma tem a conta refeita nas seções abaixo, com número.

Se o seu caso é vencimento na semana, pula direto pra seção de prazo. Ali o relógio decide antes da otimização, tá bom?


Ranking

Emitir, vender ou trocar: qual rende mais?

Emitir passagem na rota certa é a saída que mais devolve. O catálogo de produtos é a que menos devolve. A régua da tabela abaixo é o dinheiro que sobra pra você, não a quantidade de pontos que sai da conta.

A gente sempre acha que os pontos, as milhas só servem para trocar por viagens e produtos. Só que quando você usa suas milhas, você está trocando por algo de graça, mas aquilo pode ser mais de graça ainda. É por isso que o produto fecha a lista mesmo marcando R$ 20 por milheiro: esse número é preço de vitrine, não dinheiro na conta.

Em dinheiro, a referência de 2026 é R$ 16 o milheiro na Smiles, R$ 25 na LATAM Pass e R$ 13 na Azul Fidelidade.

R$ 16 o milheiro de referência da Smiles R$ 25 o milheiro de referência da LATAM Pass R$ 13 o milheiro de referência da Azul Fidelidade

A venda só troca de posição num caso: quando a cotação do seu programa paga mais do que a mesma passagem custa em dinheiro naquela rota.

Emitir passagem
O que você recebe por milheiro: cerca de R$ 55 por milheiro no caso do meu pai — 11.000 milhas Smiles numa passagem que custava R$ 600 e poucos em dinheiro.
Quando faz sentido: quando a tarifa em dinheiro da rota é alta e você tem antecedência (desenvolvido na seção Para onde 100 mil milhas te levam?)
Transferir com bônus e só então resgatar
O que você recebe por milheiro: não muda o milheiro, multiplica a quantidade antes do resgate — campanhas Livelo → Azul Fidelidade ficam tipicamente entre 70% e 103%, e Livelo → Smiles entre 70% e 100% para assinantes de clube.
Quando faz sentido: quando há campanha aberta e o saldo ainda está no programa de banco (desenvolvido na seção Milhas espalhadas valem menos que juntas?)
Vender
O que você recebe por milheiro: R$ 16 por milheiro na Smiles e R$ 13 na Azul Fidelidade em dinheiro na conta, na referência de mercado de 2026 — R$ 1.600 e R$ 1.300 pelas 100 mil.
Quando faz sentido: quando não há viagem no horizonte e a cotação paga mais do que a passagem custa em dinheiro (desenvolvido na seção Quanto valem 100 mil milhas vendidas?)
Trocar por produto
O que você recebe por milheiro: R$ 20 por milheiro em preço de vitrine, que não é dinheiro na conta — a panela de R$ 100 do catálogo custa 5.000 pontos, e os mesmos 5.000 pontos gerariam de R$ 200 a R$ 300 por outra saída, de duas a três vezes mais.
Quando faz sentido: só quando o saldo é pequeno demais para transferir e a alternativa real é perder tudo (desenvolvido na seção Por que não trocar milhas por produto?)

Por região

Para onde 100 mil milhas te levam?

Com 100 mil milhas você fecha uma ida e volta pra Europa em econômica pela LATAM Pass, duas ida e volta pra América do Sul pela Azul Fidelidade, ou até quatro passagens domésticas na família.

Europa em econômica pede de 40.000 a 62.000 milhas por trecho na LATAM Pass e de 73.800 a 88.000 na Smiles. América do Sul pede de 6.000 a 25.000 pontos por trecho na Azul Fidelidade.

No doméstico a conta cai muito: eu moro em Salvador e viajo muito para o Rio de Janeiro. Eu pego muita passagem de 4 mil, 4 mil e 500 milhas o trecho, ou seja, 9 mil milhas ida e volta.

É essa conversão que a tabela já traz pronta. Todo número aqui é ida e volta, por passageiro.

Região Faixa em milhas ida e volta Quantas pessoas cabem em 100 mil Programa mais barato na rota
Doméstico 6.400 a 36.000 pontos na Azul Fidelidade; 10.000 a 30.000 milhas na Smiles; 10.000 a 40.000 milhas na LATAM Pass 2 a 15 pessoas, conforme a rota e a antecedência Azul Fidelidade, com piso de 3.200 pontos por trecho
América do Sul 12.000 a 50.000 pontos na Azul Fidelidade; 28.000 a 70.000 milhas na Smiles; 40.000 a 80.000 milhas na LATAM Pass 1 a 8 pessoas Azul Fidelidade, com piso de 6.000 pontos por trecho para o Uruguai
Estados Unidos 46.000 a 132.000 pontos na Azul Fidelidade; 71.000 a 120.000 milhas na Smiles; 80.000 a 114.000 milhas na LATAM Pass 2 pessoas no piso da Azul Fidelidade; no teto das faixas, 100 mil não fecham nem uma ida e volta Azul Fidelidade, com piso de 23.000 pontos por trecho para Orlando e Fort Lauderdale
Europa 80.000 a 124.000 milhas na LATAM Pass; 146.000 a 180.000 pontos na Azul Fidelidade; 147.600 a 176.000 milhas na Smiles 1 pessoa no piso da LATAM Pass; nas outras duas faixas, 100 mil não fecham uma ida e volta LATAM Pass, com piso de 40.000 milhas por trecho
Olha só: a faixa é referência, não tarifa travada. Quando você pesquisa passagem aérea em cima da hora, geralmente você vai encontrar passagem caríssima, tanto por milhas quanto no dinheiro. A grande questão é que com milhas a grande maioria das vezes vai sair muito mais barato do que no dinheiro. O preço em pontos se move com data e disponibilidade, e o número real da sua data aparece no motor de busca do próprio programa, na hora que você for emitir.

Classe executiva

Executiva cabe em 100 mil milhas?

Executiva cabe em 100 mil milhas na América do Sul com folga, cabe na América inteira em programas específicos, e não cabe na Europa sem complemento.

As três rotas que fecham em número:

Rota 01

Buenos Aires: 46 mil milhas ida e volta

Eu estive recentemente na Argentina e paguei 46 mil milhas ida e volta para viajar de classe executiva, tanto na ida quanto na volta.

Rota 02

América inteira: 100 mil milhas da TAP Miles&Go

Com 100 mil milhas da TAP Miles&Go você viaja pra qualquer lugar da América em classe executiva, ida e volta. Duas sugestões que eu dou: Canadá pela Air Canada, ou Estados Unidos voando United na classe executiva Polaris, que é um avião surreal, um avião incrível.

Rota 03

Japão: 100 mil Avios

Ao milheiro de R$ 48 a R$ 50, um voo em classe executiva para o Japão, por 100 mil milhas, é o equivalente a R$ 5 mil. Aí você, pô, R$ 5 mil é caro, né? É caro. Mas se a gente for comparar com esse mesmo voo custando R$ 30, R$ 40 mil em dinheiro, ele já se torna barato.

Pra Europa em executiva, 100 mil milhas não fecham. A seção de complemento diz a partir de que preço vale comprar a diferença.

Taxas

Quanto ainda sai do bolso em taxas?

Milhas pagam a tarifa. Milhas não pagam as taxas. E num resgate internacional a taxa é a parte que pode inviabilizar a emissão inteira.

Região Taxa típica por trecho Total ida e volta Total para quatro passageiros
Doméstico Brasil R$ 48,81 na média nacional de jan/2026 (R$ 29,25 em Cuiabá, R$ 62,62 no Santos Dumont) R$ 97,62 R$ 390,48
América do Sul R$ 80 a R$ 200 R$ 160 a R$ 400 R$ 640 a R$ 1.600
Estados Unidos R$ 200 a R$ 350 R$ 400 a R$ 700 R$ 1.600 a R$ 2.800
Europa, Lisboa e Madri R$ 130 a R$ 250 R$ 260 a R$ 500 R$ 1.040 a R$ 2.000
Europa, Londres-Heathrow mais de R$ 1.000, por causa da taxa britânica mais de R$ 2.000 mais de R$ 8.000

Repara em Londres-Heathrow. Ela destoa de todas as outras por causa da taxa britânica, que sozinha passa de R$ 1.000 por trecho.

Quatro pessoas nessa rota pagam mais de R$ 8.000 só de taxa, com as milhas já cobrindo a tarifa inteira.

mais de R$ 8.000 o que quatro pessoas pagam só de taxas numa ida e volta para Londres-Heathrow
Atenção Então faz assim: antes de escolher o destino, pega a taxa da região, multiplica por dois e multiplica pelo número de passageiros. É a conta que muda a viagem da família inteira, tá bom?

Método

Como calcular se o resgate compensa?

Pega o valor da passagem em dinheiro, divide pela quantidade de milhas exigidas e multiplica por mil. Esse é o valor que você está recebendo por milheiro naquele resgate.

Ou seja, é você pegar a quantidade de milhas necessárias para a emissão da passagem que você quer e quanto essa mesma passagem está custando no dinheiro. Vem comigo na conta:

01

Tarifa em dinheiro

R$ 4.500 na data que você quer voar.

02

Milhas exigidas

100 mil milhas, mesma rota, mesma data.

03

Valor por milheiro

4.500 dividido por 100, ou seja, R$ 45 o milheiro.

Agora compara com o que você pagou pra ter essas milhas. Se você gerou esse saldo a R$ 16 o milheiro na Smiles, o resgate multiplica o seu dinheiro por quase três.

E quando você fala que uma passagem aérea está cara com milhas, significa que no dinheiro está mais cara ainda. Então não se prenda a isso. Passagem aérea emitida com planejamento, você vai sempre emitir com a quantidade de milhas muito baixa. É por isso que a antecedência entra na conta junto com o milheiro.


Venda

Quanto valem 100 mil milhas vendidas?

Vender 100 mil milhas põe entre R$ 1.600 e R$ 3.000 na sua conta. Isso se a gente for falar em venda, porque se for falar em uso, vale mais ainda.

A faixa depende de qual programa guarda o saldo. Ao milheiro de referência de 2026, as mesmas 100 mil rendem cerca de R$ 1.600 na Smiles e R$ 1.300 na Azul Fidelidade. Na LATAM Pass o milheiro de referência é o mais alto dos três, R$ 25, mas a venda de milhas LATAM Pass não é autorizada pelo programa.

R$ 1.600 o que 100 mil milhas rendem vendidas na Smiles, ao milheiro de referência de 2026 R$ 1.300 o que os mesmos 100 mil pontos rendem na Azul Fidelidade, ao mesmo milheiro

A régua de decisão é uma só, e ela mora na cotação das plataformas de venda. Você vai fazer a cotação dessas milhas. Vai ver o quanto eles estão pagando por elas. Se estiverem pagando mais do que o valor da passagem aérea em dinheiro, é melhor você vender aquelas milhas, receber o dinheiro, pagar a passagem do dinheiro e você ainda tem um lucro em cima disso.

Cotação e prazo de pagamento mudam de plataforma pra plataforma e a cada rodada. É com o seu saldo na tela que esse número aparece, antes de você fechar.


Catálogo

Por que não trocar milhas por produto?

Trocar milhas por produto é o destino que menos devolve do seu saldo, medido pelo dinheiro que sobra pra você no fim.

Pensa comigo na panela:

  • Uma panela de R$ 100 no catálogo custa 5.000 pontos.
  • Esses mesmos 5.000 pontos, numa transferência bonificada, viram 10 mil milhas.
  • Se você, ao invés de usar esses pontos para trocar pela panela de R$ 100,00, você pode estar gerando daqueles pontos R$ 200,00 a R$ 300,00.

Os mesmos 5.000 pontos, em reais

Destino do saldoEscala até R$ 300Em reais
Trocar por produto
R$ 100
Por outra saída
R$ 200 a R$ 300

Ou seja: você paga de duas a três vezes o preço de vitrine e nem percebe, porque só enxerga a quantidade de pontos.

Até vender rende mais. Você consegue vender as suas milhas e esse dinheiro que você recebe, via de regra, vai valer muito mais do que os produtos que você está trocando.

Exceção Existe uma exceção, e ela é estreita: às vezes você tem poucos pontos e você não consegue fazer essa transferência, entre perder esses pontos e trocar por algo, beleza, pode fazer a troca.

E deixar expirar não é alternativa a trocar por produto. Uma vez que você deixa as suas milhas expirarem, você já está jogando dinheiro fora. O catálogo pelo menos devolve alguma coisa.


Validade

Minhas milhas estão vencendo, e agora?

Milhas a vencer têm três saídas rápidas: transferir com bonificação, emitir agora pra voar depois, ou vender antes do prazo.

Saída 01

Transferir com bonificação

Renova a validade e ainda multiplica o saldo dentro da janela de promoção. Milhas LATAM Pass valem 36 meses e renovam por mais 36 a cada voo LATAM com acúmulo de pelo menos 1 milha.

Saída 02

Emitir agora e voar depois

Pontos Azul Fidelidade valem no mínimo 24 meses no nível Básico e sobem pra 36, 48 e 60 meses em Topázio, Safira e Diamante. Dá pra emitir hoje uma passagem pra voar daqui a seis meses.

Saída 03

Vender antes do prazo

Milhas Smiles valem 36 meses nas categorias de entrada e Prata. Sem viagem no horizonte, o dinheiro entra na conta e dinheiro não expira.

A ressalva A ressalva que quase ninguém conta: vamos supor que as suas milhas estejam para vencer daqui a um mês, e você compra uma passagem aérea para voar daqui a seis meses. Não tem problema, você pode fazer essa compra. O que você não pode depois é cancelar a passagem, porque no momento que suas milhas retornarem, parte dessas milhas já vão estar expiradas.

E o tamanho do prejuízo é este: como é que uma pessoa fica chateada perdendo R$ 50, mas não fica chateada perdendo R$ 3.000? É o prejuízo inconsciente. Muitas vezes você não sabe o valor daquelas milhas e simplesmente deixa expirar.


Timing

Vale a pena segurar esperando promoção?

Segurar saldo tem prêmio e tem custo. Quem conta só metade da história erra o conselho.

O valor do milheiro da Latam na pandemia estava ali avaliado em R$ 12, R$ 13, hoje está avaliado em R$ 25, então mais do que o dobro. Eu sempre falei com os meus alunos, galera, segura, aproveita essas promoções, que isso é algo único, e que vocês vão ter oportunidade de ganhar muito dinheiro com isso. E foi justamente o que aconteceu no pós-pandemia: quem segurou naquele momento dobrou o que tinha.

de R$ 12 para R$ 25 o milheiro da LATAM Pass entre a pandemia e 2026

O mecanismo que move o preço é conhecido. Quanto mais promoção de transferência bonificada é injetada, ou seja, quanto mais promoções acontecem, mais barato fica o milheiro daquele programa de fidelidade no curto prazo. Da mesma forma, quando os programas de fidelidade seguram as promoções, o valor do milheiro ele tende a subir. E alta estação de emissão empurra pra cima também.

Veredito

Segurar faz sentido quando o milheiro do seu programa está no piso do ciclo e a sua validade é longa. Não faz sentido quando o vencimento está perto: aí o risco deixa de ser de preço e passa a ser de perder tudo.

Segurar faz sentido
O milheiro do seu programa está no piso do ciclo
A sua validade é longa
Segurar não faz sentido
O vencimento está perto
O risco deixa de ser de preço e passa a ser de perder tudo

Marcos datados do milheiro por programa não entram nesta página. A única referência que eu tenho pra te dar é a de agora.


Complemento

Faltam milhas pro resgate: vale comprar?

Comprar a diferença compensa quando o milheiro está abaixo do teto do seu programa. Comprar milhas baratas não é sorte nem um segredo escondido, é conta. É entender quando comprar milhas faz sentido, quando não faz e como usar essas milhas baratas da forma certa na passagem aérea, sem cair em armadilhas comuns.

Antes de fechar a compra emergencial, roda três checagens:

01

O teto do milheiro do seu programa

Abaixo dele, segue. Acima, para e recalcula contra a tarifa em dinheiro daquela rota. Os tetos são estes:

  • Latam: vale a pena tudo abaixo de R$ 25 o milheiro.
  • Smiles: vale a pena abaixo de R$ 17.
  • Azul: vale a pena abaixo de R$ 15.
02

O lote inteiro contra a diferença

Uma amiga minha precisava de 19 mil milhas pra fechar um Rio-Orlando de 40 mil na LATAM Pass, e as 19 mil faltantes saíam a R$ 70 o milheiro. Eu falei pra ela que não valia a pena, porque você pode comprar as 40 mil milhas mais barato, do que só essas 19 mil que você está precisando.

03

Campanha de bônus e clube em aberto

Uma transferência bonificada ou uma assinatura de clube em promoção derruba o seu custo antes de você comprar avulso.

Esse teto tem nome: milheiro de segurança, o valor do lote de mil milhas em que você compra sem ter prejuízo. Beleza?

Consolidação

Milhas espalhadas valem menos que juntas?

Cem mil milhas num programa só compram uma viagem que 100 mil espalhadas entre três não compram. Cada resgate tem um piso, e saldo picado não atinge piso nenhum.

A saída é a transferência, e com bonificação. Transferir no 1 para 1, um erro muito comum de Baby Milhas. Então, fazer essa transferência bonificada faz você ganhar ali mais 30, mais 70, mais 100% de bônus só pelo fato de você transferir dentro da janela de promoção.

E vale também pro saldo que ainda está parado no banco: seus pontos do programa de banco podem ir para os programas de fidelidade das companhias aéreas e se você aproveita as transferências bonificadas facilmente você dobra esses pontos.

Programa de destino Paridade de transferência Mínimo de pontos para transferir Bonificação típica em campanha
Smiles 1:1 partindo de Esfera e iupp; 4:1 partindo do Nubank Rewards 1 milha na transferência para a Smiles; 30.000 pontos partindo da Esfera 70% a 100% para assinantes Clube Smiles ou Clube Livelo; 40% a 50% sem clube, com picos de 100% em Black Friday e fim de ano
LATAM Pass 1:1 partindo de Esfera, iupp e Nubank Ultravioleta a partir de 1 ponto; 30.000 pontos partindo da Esfera 25% como novo normal em 2026, em queda contra os 30% a 35% de 2025; picos de 35% restritos a portadores do Clube Turbo LATAM Pass
Azul Fidelidade 1:1 partindo de Esfera, iupp e Nubank Ultravioleta 100 pontos partindo do iupp; sem mínimo divulgado partindo do Nubank Ultravioleta 70% a 103% na faixa base, chegando a 120% a 133% somando bônus de tempo de Clube Azul. É a bonificação mais agressiva dos três

E aqui entra o contraintuitivo: 100 mil pontos com 100% de bônus na Azul viram 200 mil milhas que, ao milheiro de R$ 15, dão R$ 3.000. Os mesmos 100 mil pontos com 35% na LATAM Pass viram 135 mil milhas que, ao milheiro de R$ 25, dão R$ 3.375.

R$ 3.000 100 mil pontos com 100% de bônus na Azul Fidelidade, ao milheiro de R$ 15 R$ 3.375 os mesmos 100 mil pontos com 35% na LATAM Pass, ao milheiro de R$ 25

O bônus multiplica a quantidade. O milheiro decide o valor.


Dúvidas

Perguntas frequentes sobre 100 mil milhas

Quanto valem 100 mil milhas em dinheiro hoje?

Vendidas, 100 mil milhas põem entre R$ 1.600 e R$ 3.000 na sua conta, e a faixa depende do programa que guarda o saldo.

Ao milheiro de referência de 2026 isso dá cerca de R$ 1.600 na Smiles e R$ 1.300 na Azul Fidelidade. Na LATAM Pass o milheiro de referência é R$ 25, mas a venda de milhas do programa não é autorizada por ele.

Emitidas na rota certa, as mesmas 100 mil valem de duas a três vezes mais. É por isso que a venda quase nunca é a primeira opção de quem tem viagem no horizonte.

Dá pra ir pra Europa com 100 mil milhas?

Em econômica, dá. E o caminho mais barato não é nenhum dos três programas brasileiros.

Pela TAP Miles&Go a Europa sai por volta de 79 mil milhas ida e volta quando você joga a data três ou quatro meses à frente. Nos nacionais a conta aperta:

  • LATAM Pass: de 40.000 a 62.000 milhas por trecho, então a ida e volta só fecha com antecedência e data flexível.
  • Smiles: de 73.800 a 88.000 milhas por trecho, e 100 mil não fecham.
  • Azul Fidelidade: também não fecha nas 100 mil.

Em executiva, a Europa não cabe nas 100 mil. Aí a decisão é entre esperar, transferir com bônus ou comprar a diferença.

100 mil milhas dão pra emitir a família toda?

Para o doméstico, sim. Uma ida e volta doméstica sai de 6.400 a 36.000 pontos por pessoa na Azul Fidelidade, conforme a rota e a data, então quatro passagens cabem em 100 mil pontos quando você emite com antecedência.

Para os Estados Unidos, não. Um trecho só já consome de 23.000 a 66.000 pontos, e a ida e volta de uma pessoa já come metade do saldo.

E as taxas somam por passageiro, à parte: quatro pessoas pros Estados Unidos somam de R$ 1.600 a R$ 2.800 só de taxa.

As taxas de embarque também podem ser pagas com milhas?

Não. Milhas cobrem a tarifa, e as taxas saem em dinheiro no cartão, na hora da emissão.

Os valores típicos são estes:

  • Doméstico: R$ 48,81 em média, de R$ 29,25 em Cuiabá a R$ 62,62 no Santos Dumont.
  • Estados Unidos: de R$ 200 a R$ 350 por trecho.
  • Lisboa e Madri: de R$ 130 a R$ 250 por trecho.
  • Londres-Heathrow: pode passar de R$ 1.000 por trecho, por causa da taxa britânica.

Soma isso ao custo em milhas antes de decidir o destino, beleza?

Minhas milhas vencem em um mês: dá pra salvar?

Dá, e são três caminhos: transferir com bonificação pra renovar a validade, emitir agora uma passagem pra voar daqui a seis meses, ou vender antes do prazo.

A transferência bonificada é a jogada padrão, porque renova o relógio e ainda multiplica o saldo dentro da janela de promoção. Emitir agora e voar depois também funciona, com uma ressalva: passagem emitida com milhas a vencer não pode ser cancelada depois.

O pior desfecho é o mais silencioso. Deixar expirar devolve zero, e ninguém fica tão chateado quanto ficaria perdendo o mesmo valor em dinheiro.

Vale mais transferir com 100% de bônus ou com 35%?

Depende do milheiro do programa de destino, e o resultado surpreende.

Cem mil pontos com 100% de bônus na Azul viram 200 mil milhas que, ao milheiro de R$ 15, dão R$ 3.000. Os mesmos 100 mil pontos com 35% na LATAM Pass viram 135 mil milhas que, ao milheiro de R$ 25, dão R$ 3.375. A bonificação maior perdeu por R$ 375.

O bônus multiplica a quantidade; o milheiro decide o valor. A régua é sempre o valor em reais no fim, nunca o percentual no banner da campanha.

Quando vender rende mais do que emitir na mesma rota?

Vender rende mais quando a cotação do seu programa paga mais do que a passagem custa em dinheiro naquela rota. A conta inversa vale igual: se o dinheiro que você vai receber é menor do que a passagem aérea em dinheiro, é melhor você usar as suas milhas.

Na prática isso acontece em rota barata e em alta de mercado do milheiro: uma passagem doméstica de R$ 400 emitida por 20 mil milhas devolve R$ 20 por milheiro, abaixo dos R$ 25 de referência da LATAM Pass.

Em rota cara acontece o contrário, e por larga margem. É o caso da executiva internacional.

Fábrica de Milhas

Comece a acumular milhas de verdade

Aprenda o passo a passo que já levou mais de 35 mil alunos a voar pagando uma fração do preço: do primeiro cartão à primeira passagem de graça.

Rodrigo Góes, fundador da Fábrica de Milhas e especialista em milhas aéreas

Quem escreve aqui

Rodrigo Góes

O Mago das Milhas · Fundador da Fábrica de Milhas

Engenheiro mecânico com certificação em Negociação pela Universidade de Michigan, há mais de 7 anos exclusivo em milhas e pontos. Fundou a Fábrica de Milhas em 2019, hoje com mais de 35 mil alunos, que juntos já acumularam mais de 875 milhões de milhas. Apareceu em Mais Você, CNN Brasil, Folha de S.Paulo, Estadão e Infomoney.

Parcerias comerciais são sempre declaradas: na página e na bio; fora delas, a independência editorial segue sendo o diferencial. Bio completa do Rodrigo →